Com Melhor Álbum de Rock do ano, The Strokes quer a 'morte' do gênero: 'Por favor, chega disso'

“O rock and roll definitivamente deve parar de ser feito do mesmo jeito," disse Julian Casablancas em coletiva de imprensa

Vitória Campos | @camposvitoria (sob supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 16/03/2021, às 18h24

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The Strokes (Foto: Jason McDonald / Divulgação)

The Strokes ganhou um Grammy de Melhor Álbum de Rock por The New Abnormal(2020) no domingo, 14. Mesmo sendo influente há 20 anos, foi a primeira vez na qual a banda levou um gramofone para casa. 

O grupo concorreu com: Fortaines D.C. com A Hero's Death; Grace Potter com Daylight; Sturgill Simpson com Sound and Fury; e Michael Kiwanuka com Kiwanuka.

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Ao questionarem Julian Casablancas sobre o rock estar vivo em uma coletiva de imprensa virtual, o vocalista repreendeu a ideia do gênero ter morrido. Porém, acrescentou como o rock influenciado pelo blues, conhecido no som de Led Zeppelin e Cream, não tem mais lugar atualmente. “Há espaço para tantos gêneros musicais; não necessariamente blues rock, por favor, chega disso”, disse Casablancas após o prêmio.

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“Qualquer coisa espancada até a morte, obviamente, segue a tendência de ser extinta e você evolui a partir disso”, acrescentou. “O rock and roll definitivamente deve parar de ser feito do mesmo jeito, não precisamos mais disso.”

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Porém, a resposta de como o gênero seguirá, indo além do tradicional blues, não foi dada pelos integrantes da banda. “Não importa para onde devemos ir”, disse o guitarrista Albert Hammond Jr. “Podemos esperar para ver... Isso não faz parte da diversão?”

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