Com músicas de Bob Dylan e muito drama, filme do diretor de This is Us se mostra irregular

Com destaque para a atuação de Oscar Isaac e Antonio Banderas, A Vida em Si estreia nesta quinta, 6

Paulo Cavalcanti Publicado em 06/12/2018, às 17h33

None
Olivia Wilde e Oscar Isaac em cena de A Vida em Si (Foto:John Pack)

A Vida em Si saiu da cabeça do produtor e diretor Dan Fogelman, criador de This Is Us, uma das séries mais populares dos últimos tempos. Carregado no drama, o longa entra hoje em cartaz, e é dividido em vários episódios, abordando temas como relacionamento, compromisso, sacrifício e vida em família.

O filme começa em Nova York com Will (Oscar Isaac, o piloto Poe Dameron nos novos episódios da franquia Star Wars) e Abby (Olivia Wilde), um jovem casal que se conhece na faculdade. Ele é um tanto retraído e “esquisito” e ela, por sua vez, é extrovertida e exuberante. Abby está obcecada pelo álbum de Bob Dylan Time Out of Mind (1997), e as canções do disco pautam o relacionamento, que começa morno, mas acaba dando certo.

Uma tragédia acontece e Will, totalmente desorientado, conta suas agruras para a psicóloga, a Doutora Morris (Annete Benning). Só que mais tragédia acontece no meio do caminho.

Anos depois, encontramos Dylan (Olivia Cooke), filha de Will e Abby, uma adolescente punk que extravasa a raiva tocando em uma banda e brigando nas baladas. Apesar de ser tratada com todo carinho pelo avô Irwin (Mandy Patinkin), Dylan segue revoltada com que aconteceu com sua família. Abruptamente, a história da garota termina.

A ação então corta para a Espanha. O foco agora recai em Saccione (Antonio Banderas), um rico dono de uma plantação. Lá, ele convive com seu gerente Javier (Sergio Peris-Mencheta), a mulher dele Isabel (Laia Costa) e o filho Rodrigo (Alex Monner). O relacionamento termina em um triângulo amoroso que vai juntar tragédia e compaixão. Mas sem que ninguém espere, a história dos espanhóis se conecta à dos novaiorquinos Will, Abby e Dylan.

Longo, fragmentado e experimental, o filme não é para todo mundo. Excesso de pretensão e a falta de edição mais apurada prejudicam o que poderia ser uma experiência mais frutífera. Mas o elenco compensa. Antonio Banderas é a jóia da coroa e o trabalho dele aqui é sutil e cheia de nuances. O resto do elenco também injeta humanidade e empatia a seus personagens, tornando A Vida em Si ao menos palatável.

Assista abaixo a uma cena do filme.