Como Black Sabbath demitiu Ozzy Osbourne para evitar o fim da banda

Há 41 anos, em meio aos problemas com álcool e drogas, os integrantes da banda demitiram o vocalista

Redação Publicado em 27/04/2020, às 18h08

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Ozzy Osbourne (foto: Vladimir Astapkovich/ AP)

41 anos atrás, em 27 de setembro de 1979, o Black Sabbath demitiu o vocalista Ozzy Osbourne - e o motivo teve relação com o abuso de álcool, drogas e o medo do término da banda. As informações são do Loudwire.

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O ano de 1978 não foi bom para o Black Sabbath. A banda saiu em turnê com o disco Never Say Die!, o qual nem eles nem o público gostaram plenamente. Assim, o grupo perdia espaço para os músicos mais jovens do Van Halen, e ao voltarem para casa descontaram a frustração em álcool e drogas.

No entanto, a frustração não atingiu todos da mesma maneira. Ozzy Osbourne, vocalista do Black Sabbath na época, alcançou o auge da insegurança após a turnê, e sempre inventava desculpas para não cantar. Em 27 de setembro de 1979, após diversas tentativas de fazer a banda dar certo, Osbourne foi demitido.

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O guitarrista Tony Iommi falou sobre a demissão em entrevista: "Não podíamos continuar com Ozzy. Por mais que todos quisessem, simplesmente não conseguimos. Nada estava acontecendo e isso significaria o fim da banda. Não queríamos demiti-lo, mas precisávamos se quiséssemos continuar”. 

Apesar dos problemas após a turnê de Never Say Die!, as adversidades entre a banda e Osbourne começaram antes mesmo do lançamento do disco. Ao alugarem uma casa, em 1978, para a produção do álbum, o vício e a falta de comprometimento do vocalista frustrou os integrantes do Black Sabbath.

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"Ozzy estava indo a clubes e se dando bem e não voltando para casa", disse Iommi no livro Louder Than Hell: The Definitive Oral History of Metal. “Chegou a um estágio em que nada estava acontecendo com ele. Ele se separou de nós”. 

No livro I Am Ozzy, Ozzy Osbourne revelou se sentir traído com a atitude dos colegas de banda: "Durante algum tempo, tive a sensação de que Tony estava tentando me cortar, fazendo-me cantar repetidas vezes, mesmo que não houvesse nada de errado com a primeira”.

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Segundo o músico, por estar com problemas com drogas e álcool, os integrantes deveriam ter acolhido ele: "Éramos quatro caras que cresceram juntos a algumas ruas de distância. Nós éramos como família, irmãos. Me demitir por ter me ferrado foi hipocrisia. Estávamos todos ferrados. Se você está chapado e eu também, mas você está me dizendo que fui demitido porque estou chapado, como isso pode acontecer? Porque estou um pouco mais chapado do que você?”


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