Como o Brexit vai afetar as próximas turnês no Reino Unido?

A partir de 2021, músicos estrangeiros terão que pagar para tocar na Inglaterra; entenda

Redação Publicado em 26/02/2020, às 10h59

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Paul McCartney (Foto: Tim Sharp / AP)

Em janeiro, o Reino Unido saiu formalmente da União Europeia, com muita festa nas ruas. "Não é um fim, mas um começo", disse primeiro-ministro Boris Johnson em pronunciamento.

Mas, no mundo da música, como o Brexit afetará as turnês na Inglaterra, Escócia e País de Gales?

A partir de 2021, músicos de fora do Reino Unido precisam solicitar um visto para se apresentar no país, informou o Ministério do Interior. Além disso, cerca de 90 dias antes de solicitar o visto, eles devem provar que têm ao menos £1 mil (R$ 5,7 mil) na conta se quiserem tocar lá, como prova de que eles podem se sustentar.

Do contrário, as normas atuais permitem que artistas e suas equipes viajem para o Reino Unido sem quaisquer restrições.

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Após o período final de transição do Brexit em dezembro de 2020, os músicos precisarão de um Tier 5 (visto de trabalho temporário para a Inglaterra) para visitar o Reino Unido a trabalho - o que inclui shows, audições, workshops, palestras e eventos. De acordo com o NME, ele deve custar cerca de £244 (R$ 1,3 mil).

Um documento do Ministério do Interior ainda revela ser bastante improvável que o Reino Unido e a UE alterem o acordo.

Criticando a decisão, Deborah Annetts, diretora executiva da Sociedade Incorporada de Músicos, conversou com o New European: "Estamos profundamente desapontados que a movimentação livre entre músicos e outros artistas da União Europeia foi descartada e pedimos ao Governo do Reino Unido que reconsidere nosso pedido por um visto de dois anos e múltiplas entradas. Como disse o ex-ministro do Estado do Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte, Nigel Adams, no mês passado, 'A turnê é uma força vital da indústria'."

Um porta-voz do governo disse: “Músicos e artistas são uma parte importante da cultura do Reino Unido. O Reino Unido atrai artistas, artistas e músicos de classe mundial e isso não muda no novo sistema." 

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