Como Pussy Riot fez protesto contra Putin em igreja - e acabaram condenadas a dois anos de prisão

8 anos atrás, o grupo punk feminista ficou conhecido internacionalmente pela manifestação

Redação Publicado em 22/02/2020, às 07h00

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Nadya Tolokno, do Pussy Riot (Foto: Mr. Mojo Risin)

Há exatos oito anos, três integrantes do Pussy Riot, banda feminista de Punk, foram condenadas a dois anos de prisão após protesto pró-LGBTQ+ contra Vladimir Putin na Catedral de Moscou, em fevereiro de 2012.

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Na época, o Rússia Today, canal de notícias financiado pelo governo russo,  divulgou que a "canção vulgar" causou uma tempestade na sociedade russa. Segundo o veículo de imprensa, mais de 60 pessoas foram presas no dia.  

O canal também comentou sobre o ato, em referência aos protestos antigos de Pussy Riot. Segundo o Russia Today, o grupo já havia realizado orgia em museu e feito sexo com galinha em supermercado, mas quando o protesto foi feito na Catedral, as regras mudaram: "Abrir uma exceção para a religião [no ato da liberdade de expressão] é um caminho perigoso". 

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Há especulações de que a prisão, sentenciada pela juíza Marina Syrova e condenada internacionalmente por ser uma restrição à liberdade de expressão, foi por uma "exceção à religião". Na época, a igreja elogiou o veredicto de Syrova, chamando o protesto de "hooliganismo, ódio religioso e blasfêmia".

No entanto, como afirmou o portal Freedom Requires Wings, o caráter anti-Putin, feminista e pró-LGBT do protesto certamente foi um maior influenciador da decisão da juíza.

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A banda ganhou popularidade devido à prisão, realizada em 2012. Madonna, Paul McCartney, U2, Adele e Yoko Ono demonstraram solidariedade ao grupo punk, e diversas manifestações populares foram feitas para pedir a liberdade das integrantes do grupo. 

Após cumprirem 21 dos 24 meses da pena, as integrantes da banda foram libertadas, em 23 de dezembro de 2013, depois do Congresso russo aprovar uma anistia. 


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