Como Sex Pistols destruiu contrato com gravadora por ameaças de morte, sangue para todo lado e xingamentos de executivos

O contrato da banda com a A&M Records durou menos de uma semana

Redação Publicado em 11/03/2020, às 10h41

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Sex Pistols em 1977 (Foto: AP)

Pouco depois de sair da gravadora EMI, Sex Pistols assinou contrato com A&M Records, mas a nova parceria durou menos de uma semana. O comportamento dos integrantes desde o primeiro dia não agradou aos executivos, que destruíram 25 mil cópias de um single do grupo após a quebra do contrato. As informações são do site Guitar World

No dia da assinatura do contrato, a imprensa foi convidada para o anúncio da entrada da banda na A&M Records e o lançamento do single “God Save the Queen”.

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Na ocasião, Sid Vicious, baixista recém-chegado ao grupo, destruiu um assento sanitário e deixou um rastro de sangue no escritório após cortar o pé. Enquanto isso, o vocalista, John Lydon, xingou os executivos presentes, fazendo valer o apelido de Johnny Rotten (Johnny Podre, em português) pelo vocabulário. 

Alguns dias depois, Lydon se envolveu em uma confusão em um bar londrino. Durante a discussão, ameaçou de morte um grande amigo do diretor da A&M Records. 

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Os integrantes da banda teriam trocado cusparadas e disparado palavrões ao aguardar um voo no Aeroporto de Londres Heathrow. Quando a informação chegou aos ouvidos dos executivos da gravadora, tomaram a decisão de quebrar o contrato com os Sex Pistols após apenas seis dias.

Cerca de 25 mil cópias do “God Save the Queen” já haviam sido impressas pela A&M Records, e a gravadora optou por destruir o material. Segundo a BBC, uma cópia remanescente dessa tiragem foi vendida por € 13 mil em novembro do último ano. 


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