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Saiba quem são as cinco pessoas mais poderosas no mundo do streaming musical

Novos "jogadores" entraram e entrarão nesse lucrativo mercado nos próximos dias

Redação Publicado em 19/04/2015, às 13h03

Jay Z
Paul A. Hebert/AP

Jay Z investiu US$ 56 milhões no Tidal. A Apple trabalha para tentar destruir os concorrentes. O Spotify acumulou centenas de milhões de dólares em ações financeiras. O YouTube mantém a forte audiência na casa de 1 bilhão de visitantes únicos por mês.

Celebridades marcam presença no evento de lançamento do serviço de streaming de Jay Z.

Cada "jogador" no campo de batalha do streaming musical quer um pedaço do negócio de US$ 1,9 bilhão, que representou 27% do faturamento da indústria fonográfica em 2014, segundo a Associação de Indústria de Gravação da América. Com downloads no formato MP3 do iTunes e os CDs em queda livre, a batalha pelo trono de ferro do streaming ainda está em curso. A Rolling Stone EUA passou por todos os competidores e elencou os cinco maiores. Aqui estão aqueles para ficarmos de olho no futuro da música.

5 - Jay Z (Tidal)

O rapper superstar e empreendedor fez uma aposta no mês passado quando comprou o, até então, pouco conhecido serviço de streaming sueco Tidal por US$ 56 milhões. O Tidal era um azarão na disputa, mas Jay convidou as maiores estrelas musicais do mundo, incluindo Beyoncé, Rihanna, Madonna, Alicia Keys, Daft Punk e membros do Coldplay, White Stripes e Arcade Fire, para levantar a atrativa empresa com ele.

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Os artistas garantem estarem arrumado o negócio de streaming para que mais royalties sejam pagos para aqueles que fazem música, mas o Tidal não explicou exatamente como vai fazer isso – a executiva sênior Vania Schlogel diz que é simplesmente uma questão de não oferecer o produto de graça. Isso será suficiente? Veremos, especialmente depois de a Apple lançar o concorrente Beats.

4 - Lucian Grainge (Universal Music Group)

O negócio das gravadoras não é a máquina de dinheiro que costumava ser na era do CD, mas as maiores marcas ainda detêm a maioria da música já feita. Então, todo serviço de streaming deve negociar acordos de licença com todas as companhias, começando pela Universal. Grainge, o chefe da gravadora, guiou a Universal com entusiasmo para acordos com o Spotify e outros alguns anos atrás, antes de o mercado de streaming ter decolado.

Ultimamente, ele tem expressado dúvidas. No início do ano, disse que streaming de graça, apoiado por propaganda, “não é algo particularmente sustentável em longo tempo” e sugeriu que serviços grátis deveriam limitar os lançamentos mais esperados. Outros executivos de grandes gravadoras disseram coisas parecidas. Se o streaming mudar do “grátis para todos” oferecido por Spotify e YouTube, será por causa de pessoas como Grainge.

3 - Susan Wojcicki (YouTube)

“Música é uma parte realmente muito importante da experiência do YouTube”, a chefe executiva da companhia disse anos atrás, logo depois de assumir o cargo. Você acha? Quase toda música um dia gravada aparece no YouTube de graça e qualquer tentativa de Spotify ou Beats de cobrar os ouvintes deve encarar essa realidade. “O YouTube é o maior serviço de streaming grátis do mundo e isso é frustrante”, afirma Ian Montone, empresário de Jack White, Vampire Weekend e outros. “Isso também pode ser uma ferramenta de descoberta”.

O Google, dono do YouTube, evita o assunto porque, primeiro, seus anúncios massivos pagam compositores, artistas e gravadoras. Segundo, detentores de direitos podem derrubar qualquer vídeo que eles não queiram que apareça no site. Terceiro, o serviço tem bilhões de visualizadores e poucos músicos querem perder a chance de se tornarem virais como Justin Bieber, Psy, OK Go ou "Harlem Shake”.

2 - Jimmy Iovine (Beats/Apple)

Ainda que ninguém saiba exatamente com o que o Beats Music vai parecer, quando ele for lançado (supostamente) em junho, a Apple, avaliada em US$ 710 bilhões, terá uma inalcançável reserva de marketing. “Quando o Beats aparecer, com a máquina da Apple por trás dele – você pode ter isso no seu relógio, você pode ter isso em qualquer lugar -, ele vai vencer”, prevê Gary Stiffelman, representante que já trabalhou com nomes como Michael Jackson e Lady Gaga.

Iovine, que fundou a Beats Electronics com Dr. Dre e vendeu a gigante dos fones de ouvido para a Apple, ano passado, por US$ 3 bilhões, é um veterano do mercado que entendeu o negócio das gravadoras e tem a habilidade de acalmar estrelas preocupadas com os pagamentos dos royalties. Poderá ele se adaptar à nova tecnologia? Se não, ele tem bastante gente da Apple, além de informados executivos da Beats como Ian Rogers e Trent Reznor, do Nine Inch Nails, para ajudá-lo.

1. Daniel Ek (Spotify)

O Spotify está para arrecadar US$ 400 milhões em novos financiamentos, o que levaria o valor do serviço de streaming a US$ 8,4 bilhões – um número absurdo, considerando que todo o patrimônio da indústria de gravação dos Estados Unidos vale US$ 12 bilhões. Depois que Taylor Swift retirou as músicas dela do Spotify e chamou a marca de “um grande experimento” que não recompensa artistas e compositores da forma correta, grandes companhias empurraram até o limite os produtos disponíveis na parte gratuita do serviço.

Mas a marca de 60 milhões de usuários se recusa a mudar. Ek, fundador da empresa, escreveu um longo e detalhado texto depois do ocorrido com a cantora. Em resposta, disse que a companhia já pagou US$ 2 bilhões para detentores de direitos e que “estamos trabalhando dia e noite para recuperar o dinheiro que a pirataria estava levando embora”. Qualquer caminho para a vitória na guerra do streaming passa por Ek e pelo Spotify.