Conheça a atriz Lizzy Caplan, que interpreta sexóloga Virginia Johnson em Masters of Sex

Série, que está chegando ao fim da segunda temporada, é exibida pelo canal pago HBO

Stephen Rodrick | Tradução: Ana Ban Publicado em 11/10/2014, às 14h00

A atriz Lizzy Caplan em cena de Master of Sex
Divulgação/HBO

Um raspador de osso e uma máquina de fazer linguiça rodeiam Lizzy Caplan, mas ela não está nem perto do set do seriado dela, Masters of Sex. Está vestida com jeans e sandálias que mostram os dedos. Pode ter sido um erro, já que ela está entrando em um refrigerador cheio de porcos pendurados em ganchos. “Isto é pavoroso”, ela diz com um sorriso. Caplan está aqui para uma aula de como fazer linguiça e, um pouco depois, é apresentada ao Dickeron, um acessório para afiar facas que se parece com uma espada. O cabelo dela, com corte dos anos 1950 para o papel da sexóloga Virginia Johnson, indicado ao Emmy, começa a pular para cima e para baixo.

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“Estou dificultando a coisa para você, porque vai precisar encontrar maneiras espertas de não fazer piadinha com linguiça”, Caplan diz. Mas será que eu não posso fazer mesmo fazer piada? Afinal, quem escolheu o lugar foi ela. Caplan me olha bem feio. De certa maneira, o dilema da linguiça é uma metáfora adequada para a carreira de Caplan.

Aos 32 anos, ela é mais conhecida por fazer papel de mocinha sem traumas com jeito de fada (consulte Zooey Deschanel e Kirsten Dunst) em um punhado de empreitadas pouco assistidas, mas hilárias – entre na internet e assista às banqueteiras que tomaram Vicodin em Party Down ou a Bachelorette, uma produção de 2012 com garotas enlouquecidas – em que ela é a menina ácida com o coração feito de algum tipo de liga metálica que não é ouro.

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E foi aí que entrou o sexo. Caplan está terminando a segunda temporada de Masters of Sex, série exibida nos EUA pelo canal a cabo Showtime e, no Brasil, pela HBO, em que ela faz o papel da parceira de pesquisa / parceira de laboratório / parceira de sexo do dr. William Masters, estudando o comportamento sexual durante a década de 1950. Ela cresceu perto de onde nós estamos.

Lizzy é a mais nova de três irmãos, filhos de um advogado. A infância dela foi típica de uma criança judia em Los Angeles, um bat mitzvah, uma viagem para Israel e uma família liberal onde era permitido fazer perguntas sobre sexo. Mas daí sua mãe ficou doente e morreu quando Caplan tinha 13 anos. No meio de seu luto, ela teve a ideia de ser atriz.

“É estranho, mas, a partir daquela idade, eu comecei a achar que a única razão por que eu poderia tentar ser atriz era por causa desta coisa horrível que aconteceu comigo”, ela diz, baixinho. “Como se algo obscuro e terrível tivesse que acontecer para você ganhar suas credenciais de ser humano e poder ser atriz. Não sei de onde tirei isso.”

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Caplan estudou em uma escola de ensino médio de arte em Los Angeles e depois começou a participar de audições. O primeiro trabalho dela foi em Freaks and Geeks, ao lado de Seth Rogen, que se lembra dela como “engraçada, judia e inteligente, que para mim é a definição do pacote completo”. Era para ela participar de um episódio, mas seu charme conquistou os manda-chuvas do seriado, Paul Feig e Judd Apatow.

A experiência em Freaks and Geeks deu o tom de boa parte da carreira de Caplan quando ela chegou na casa dos 20 anos: conquistando elogios discretos no papel de moça interessante em séries e filmes que desapareceram. A parição dela em Meninas Malvadas se seguiu por um ano sem trabalho. Ela conseguiu um papel em True Blood, em 2008, mas isso veio acompanhado de seu próprio trauma. No segundo dia, ela teve que fazer sua segunda cena de nudez da carreira.

Lizzy fez aquilo que a maior parte das pessoas faria na mesma situação: encheu a cara e começou a perguntar para o pessoal da equipe técnica o que achavam da bunda dela. A grande ironia é que as cenas de sexo são a parte fácil de Masters of Sex para Caplan. Depois da vodca no set de True Blood, ela conquistou um nível de conforto com seu eu nu. Antes da filmagem recente de uma cena em que Caplan e Sheen copulam, Caplan se reclinou, colocou as pernas para cima e gritou: “Ah, estou em casa de novo”.