Conheça 'cinema de autor' e 5 representantes: de Martin Scorsese a Quentin Tarantino [LISTA]

Termo é utilizado para definir produções responsáveis por refletir a personalidade artística do diretor ou roteirista

Felipe Grutter | @felipegrutter (com supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 23/03/2021, às 14h13

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Martin Scorsese (Foto: Evan Agostini / Invision / AP) e Quentin Tarantino (Foto: Vianney Le Caer / Invision AP)

Nos filmes de Hollywood, predominam blockbusters, cujo objetivo é atrair o máximo de espectadores possível e fazer bastante dinheiro - exemplo são os filmes de super-heróis. Em 2019, Martin Scorsese, diretor conhecido por fazer "cinema de autor," criticou esse aspecto da indústria e os longas do Universo Cinematográfico Marvel (MCU).

"Honestamente, mesmo bem produzidos, com o máximo empenho de atores sob determinadas circunstâncias, só consigo pensar [nesses filmes] como parques temáticos," afirmou à Empire. "Não é o cinema de seres humanos tentando transmitir experiências emocionais e psicológicas a outros."

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Essa fala gerou bastante discussão. Alguns concordavam, outros discordavam e comentavam como Scorsese não aceitou a mudança do cinema - também o definiram como antiquado.

A expressão "filme de autor" (ou "cinema de autor") é utilizada para descrever produções responsáveis por refletir a personalidade artística de um diretor ou roteirista. O produto final sempre será aquilo planejado pelo criador da obra, sem depender de decisões baseadas em lucro de produtores e estúdios.

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Mesmo sem atrair multidões às salas de cinemas (com algumas exceções), filmes de autor são sucesso no Oscar e recebem diversas indicações, como Era uma Vez em... Hollywood (2019), Boyhood: Da Infância à Juventude (2014) e Mank (2021). Veja, abaixo, cinco representantes:

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Quentin Tarantino

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Tarantino assinou roteiro e direção dos nove longa-metragens. É conhecido por fazer filmes para maiores de idade, com muito sangue, violência e palavrão - algo pouco visto em Hollywood. Também se destaca na criação de personagens únicos e roteiro repleto de diálogos.

Filmes: Cães de Aluguel (1992), Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994), Os Oito Odiados (2015), entre outros.

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Martin Scorsese

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Eleito, em 2002, como 9º maior diretor de cinema de todos os tempos em pesquisa realizada pelo British Film Institute, as produções de Scorsese tornam-se clássicos cult instantâneos. Trabalha com personagens complexos e cheio de problemas - normalmente criminosos ou traumatizados por guerra, fé ou inseguranças.

Filmes: Taxi Driver: Motorista de Táxi (1976), Caminhos Perigosos (1973), Os Bons Companheiros (1990), entre outros.

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Wes Anderson

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Anderson é conhecido pelas ótimas fotografias nos filmes e enquadramentos organizados e simétricos. As paletas de cores são bastante únicas, com tons saturados e pastel. Também vale destacar as falas, feitas de forma um tanto quanto bizarra - e isso é ótimo.

Filmes: A Vida Marinha com Steve Zissou (2004), O Fantástico Sr. Raposo (2009), Moonrise Kingdom (2012), entre outros.

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Pedro Almodóvar

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Os longas do espanhol Almodóvar são conhecidos por cenas quentes, cores fortes, ângulos de câmera interessante e ótimos figurinos.

Filmes: Dor e Glória (2019), A Pele que Habito (2011), Tudo Sobre Minha Mãe (1999), entre outros.

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David Fincher

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De todos os diretores da lista, Fincher se aproxima dos blockbusters em números. Porém, boa parte das produções dele são thrillers de alta qualidade, com tramas intensas e personagens carismáticos.

Filmes: Seven: Os Sete Crimes Capitais (1995), Zodíaco (2007), A Rede Social (2010), entre outros.

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Conhecido pelos filmes de ritmo acelerado e edição frenética, o diretor britânico Edgar Wright é um dos cineastas mais brilhantes da atualidade. Lançou longas cativantes e sucessos de público e crítica. Também comandou curtas, séries e minisséries.

Nascido em 18 de abril de 1974 em Poole, Reino Unido. Logo cedo, aos 14 anos, começou a dirigir os próprios filmes quando era aluno da The Blue School. Aos 20, comandou A Fistful of Fingers (1995), paródia de faroestes transmitida no Sky Movies. Depois disso, trabalhou em diversas séries de TV, como Sir Bernard's Stately Homes, Asylum Mash and Peas.

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Com seriados, Wright conheceu Simon Pegg, com quem trabalharia, e a produtora Jessica Hynes. Em 1999, o trio criou a série Spaced, exibida até 2001, considerada pela crítica especializada como olhar incomum para as sitcoms.

Com esse sucesso, o diretor e Pegg tiveram oportunidade de produzir um filme para os cinemas, intitulado Todo Mundo Quase Morto (2004), comédia com zumbis e homenagem a diretores renomados, como George A. Romero e Sam Raimi.

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Até hoje, Edgar Wright lançou seis filmes. O próximo, Last Night in Soho, cujo elenco conta com Anya Taylor‑Joy e os gêmeos James e Oliver Phelps, tem estreia prevista para 23 de abril de 2021 nos Estados Unidos.

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Na cinebiografia, Wright consagrou a trilogia Three Flavours Cornetto (conhecida também como trilogia Cornetto), composta por Todo Mundo Quase Morto, Chumbo Grosso (2007) e Heróis de Ressaca (2013). Todos são comédias escritas pelo cineasta e Simon Pegg, produzidas por Nira Park, e estreladas por Pegg e Nick Frost.

Veja, abaixo, os seis longas do diretor, do pior ao melhor, segundo IMDb:

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A Fistful of Fingers (1995): 6.2/10

Acompanha Walter Marshall, cowboy atrás de um homem malvado, procurado por causar a morte do amado cavalo Easy.


Heróis de Ressaca (2013): 7.0/10

Cinco amigos se reúnem na tentativa de superar a épica maratona de bar feita vinte anos antes. Sem querer, tornam-se a única esperança da humanidade no fim do mundo.

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Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010): 7.5/10

Baseado nas HQs escritas por Bryan Lee O'Malley, Scott Pilgrim se passa em uma versão mágica (mas, ao mesmo tempo, realista) de Toronto, Canadá. Um jovem deve derrotar os sete ex-namorados malvados de Ramona Flowers, um por um, para conquistar o coração dela.


Em Ritmo de Fuga (2017): 7.6/10

Depois de coagido a trabalhar para um chefe do crime, Baby, jovem motorista de fuga, vê-se no meio de um assalto condenado ao fracasso.

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Chumbo Grosso (2007): 7.8/10

Nicholas Angel, habilidoso policial de Londres, é transferido para uma pequena cidade com um segredo obscuro.


Todo Mundo Quase Morto (2004): 7.9/10

A vida monótona e pacata de Shaun é brutalmente interrompida pelo apocalipse zumbi.

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