Conheça Possessor, o melhor filme de terror tecnológico que você não vai ver nos cinemas este ano - por causa do coronavírus

Dirigido por Brandon Cronenberg, filho do renomado diretor David Cronenberg, o longa é uma história angustiante sobre identidade na era digital

Redação Publicado em 23/05/2020, às 09h00

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Possessor (foto: reprodução/ Sundance Film Festival 2020)

Possessor está entre um dos vários filmes que teve a distribuição mundial obstruída pela pandemia do novo coronavírus, praticamente anulando as chances de estrear no Brasil. Mesmo assim, para os amantes de filmes de terror e ficção científica, ainda é um longa-metragem interessante e que vale a pena ficar de olho por lançamentos digitais e em streaming.

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Dirigido por Brandon Cronenberg, Possessor lembra vagamente um episódio de Black Mirror, tanto que até conta com a atriz britânica Andrea Risenborough, que protagonizou o terceiro episódio da quarta temporada, "Crocodile", no elenco. Mas não se engane, o filme é muito mais brutal e reflexivo do que a série da Netflix, motivo pelo qual mais se destaca.


O enredo e mundo de Possessor

tasya sits in a brain hacking machine in possessor

Andrea Risenborough é Tasya Vos, uma funcionária de uma corporação misteriosa que opera uma máquina capaz de transferir a mente dela para o cérebro de outra pessoa via um implante. Depois de ocupar o novo corpo, Vos comete assassinatos com fins lucrativos. Uma clássica história de gênero Cyberpunk movida para um mundo muito mais parecido com o nosso.

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Porém, no trabalho mais importante da organização, Vos esconde que está com a mente instavél e tenta invadir o corpo de Collin Tate (Christopher Abbott), o que causa uma batalha grotesca e alucinante pelo controle e para definir o que separa as identidades dos personagens. 


Assinatura da família Cronenberg no cinema

Foto de Possessor - Possessor : Foto - AdoroCinema

É impossível falar do diretor Brandon Cronenberg sem falar do pai dele, o lendário diretor David Cronenberg. O cineasta ficou conhecido por filmes extremamente nojentos, com sangue, mutilação e deformações no corpo humano, mas ainda assim com mensagens intrigantes. É o caso de Videodrome (1983), A Mosca (1986) e Scanners (1981).

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E a loucura parece correr na família. Brandon também explora conceitos da ficção científica, tanto em Possessor como no filme anterior dele, Antiviral (2012), com a mesmo 'amor' pelo gore e o body horror, colocando um tema contemporâneo em foco da forma mais sangrenta possível.


Os efeitos do coronavírus na distribuição

Tasya (Andrea Riseborough) bathed in red light in Possessor

Possessor havia estreado apenas no festival de cinema de Sundance, de forma independente, com o processo de distribuição para as salas normais dos Estados Unidos ainda para ser planejado.

Com a vinda da pandemia, apenas no final de março o filme conseguiu um acordo para ser comercializado online com DVDs pela distribuidora Neon, mas apenas nos Estados Unidos. Ainda não há previsão para entrada em catálogos de streaming mundiais ou exibição no Brasil, mas não custa permanecer atento.


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