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Corey Taylor rebate ligação entre rock e massacres nos EUA: 'Culpam a música porque não a entendem'

Vocalista do Slipknot criticou durante entrevista a cultura das armas nos Estados Unidos, dois dias antes dos massacres de El Paso e Dayton

Daniel Kreps, Rolling Stone EUA Publicado em 12/08/2019, às 08h40 - Atualizado às 08h56

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Corey Taylor, vocalista do Slipknot (Foto: CTK via AP Images)

Corey Taylor comparou a cultura das armas nos Estados Unidos a um culto e criticou políticos manterem o discurso de que a música ou os videogames são culpados por novos massacres. 

Em entrevista ao jornal The Independent, antes do lançamento do novo disco do Slipknot, We Are Not Your Kind, e dois dias antes dos massacres em El Paso, no estado do Texas, e Dayton, em Ohio, Taylor afirmou que a "América tem armas demais"

"Eu poderia sair na rua agora e achar uma arma em cinco minutos. Há uma cultura de armas muito tóxica nesse país, é um culto, e isso me preocupa", ele diz.

Na repercussão dos massacres de El Paso e Dayton, políticos estadunidenses novamente colocaram música, cinema e videogames no centro do problema: o presidente Donald Trumptuitou sobre “videogames violentos” e uma “Hollywood Liberal”, enquanto o fato de o atirador de Dayton estar usando um moletom de uma banda de metalcore durante o ataque trouxe um preconceito adicional (e acusações infundadas) ao suposto papel da música em incidentes violentos.

“A música é um alvo fácil porque (as autoridades) não a entendem” Taylor completou. “ Há uma total falta de esforço para tentar entender a música, e uma falta de disposição para assumir qualquer parte da culpa por esses eventos (massacres).”

Após o massacre de Dayton, Corey Taylor ainda criticou um jornalista que tentou responsabilizar o Acacia Strain, a banda de metalcore cujo logo estampava o moletom usado pelo atirador. “Não, você não pode fazer isso. Isso não se trata de uma merda de uma camiseta. E o Acacia Strain não são uma banda de ódio ou vingativa. Culpe o assassino, não a merda do guarda-roupa, sua besta”, Taylor tuitou ao jornalista.

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