Corticoide pode ser remédio eficiente e barato contra coronavírus? Estudos ingleses indicam que sim

Pesquisadores da Universidade de Oxford anunciaram como corticoide ajudou no tratamento de pacientes com casos severos de COVID-19

Redação Publicado em 17/06/2020, às 17h18

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Coronavírus (Foto: CC0/TMaxImumge)

Pesquisadores da Universidade de Oxford anunciaram nesta terça, 16, como o corticoide, chamado dexametasona, ajudou no tratamento de pacientes com casos severos de COVID-19. As informações são do G1

O uso do corticoide teve eficácia nos casos de pacientes entubados. O resultado foi a diminuição de mortes em 1/3. No entanto, o remédio não se mostrou eficaz nos quadros em que o paciente não foi entubado. Com isso, o corticoide não teve resultados efetivos nos casos leves, nem como prevenção.

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O corticoide foi usado durante um estudo clínico randômico chamado Recovery. O mesmo estudo já investiga um total de 6 potenciais terapias contra o coronavírus, aplicadas em mais de 11 mil pessoas. Os dados ainda não foram divulgados em uma revista científica, nem submetidos para uma avaliação dos pares (revisão do trabalho) (via Estadão).

O dexametasona, segundo o G1, age como um imunossupressor e um anti-inflamatório. Mas a dose aplicada altera a forma de ação do corticoide no organismo. Além disso, é preciso se atentar para os efeitos colaterais que o remédio pode promover.

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Em entrevista, Luciano Azevedo, médico do Hospital Sírio-Libanês, comentou que os corticoides já são estudados pela Coalizão Covid-19 Brasil. O profissional também enfatizou que o uso do remédio deve ser hospitalar, e que não deve ocorrer a automedicação.

Para o Estadão, Azevedo falou: "Quando o estudo for publicado, se o benefício ficar claro, será para usar o medicamento em hospital. Não é para todos, nem para prevenção".

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Em entrevista coletiva nesta terça, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, falou sobre o resultado do estudo: "São ótimas notícias e parabenizo o governo do Reino Unido, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para esse avanço científico que salvou vidas".

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Em comunicado, a OMS também disse que promoverá uma "meta-análise para aumentar nossa compreensão geral dessa intervenção".


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