Criolo lota casa de show em São Paulo, nesta terça, 6

Rapper realizou apresentação de lançamento do clipe de "Subirusdoistiozin" no Estúdio Emme e executou faixas do álbum Nó na Orelha

Patrícia Colombo Publicado em 07/09/2011, às 10h37 - Atualizado em 08/09/2011, às 10h33

Criolo lota casa de shows em São Paulo
Foto: Divulgação

Estúdio Emme lotado nesta terça, 6. A noite era do rapper Criolo e o evento marcou o lançamento do clipe de "Subirusdoistiozin", faixa que integra o segundo e elogiado álbum do rapper, Nó na Orelha. Em apresentação de 1h30 de duração em São Paulo, o artista percorreu, acompanhado de competente banda, pelas faixas de seu mais recente trabalho, sendo reverenciado pelo público que, apesar de espremido como sardinha em lata na casa de shows lotada, mostrou-se em êxtase música após música.

No telão, quando o relógio marcava 00h40, passou a ser exibido o clipe dirigido por Tom Stringhini e Alexandre Casagrande (divulgado no final de agosto). Ao ter início, a faixa que musicava o vídeo, “Subirusdoistiozin", já entregava o que seria o resto da noite ao ser acompanhada de forma empolgada por grande parte da plateia. Criolo é um dos nomes a despontar nesta nova cena do rap nacional e tem adquirido fãs quase que em progressão geométrica entre o público jovem. “O rap deu certo há muito tempo, com o Racionais MC’s. Agora, a cena independente está vivendo uma nova fase e isso [Estúdio Emme lotado] é um reflexo”, disse o produtor Daniel Ganjaman (que, na banda, assume os teclados), em certo momento da noite.

Com a versatilidade já demonstrada em Nó na Orelha, ao vivo Criolo transita, em seu vocal, entre suavidade (comprovada em faixas como “Não Existe Amor em SP” e até mesmo na mais animada “Bogotá”) e rapidez e intensidade nos versos (como em “Grajauex”). Na sonoridade, rap mais tradicional ("Subirusdoistiozin”), bolero (“Freguês da Meia Noite”), reggae (“Samba Sambei”), samba (“Linha de Frente”). Suas linhas versadas são ora sensíveis e poéticas, ora irônicas e com certo humor. Na personalidade do artista, carisma - muito carisma.

Vestindo uma túnica e óculos escuros (vestimenta posteriormente susbtituída por uma camisa do seu time do coração, o Corinthians, usada no bis), agradeceu diversas vezes aos fãs por aquela noite e aproveitou a oportunidade para, como de costume, expressar mensagens positivas. “Inveja, não. Vaidade, não. Amor, sempre. Diga não ao preconceito musical, diga não ao preconceito racial”, falou. As faixas finais foram “Vasilhame” e “Cerol” – esta última contando com a participação de Sandrão RZO, que subiu ao palco encerrando a noite de hip-hop verde-amarelo junto a Criolo e banda.