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Dark pop: de Billie Eilish a Melanie Martinez, quais são as estrelas da música sombria e dançante

O lado sombrio do pop? Como as batidas envolventes e as canções melancólicas transformaram a música de rádio

Julia Harumi Morita Publicado em 10/08/2019, às 12h00

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Billie Eilish, Sky Ferreira e Melanie Martinez. (Foto: Associated Press, John Davisson, Paul A. Hebert/ Invision/ AP)

Uma música de batidas pop, que ora são coloridas e alegremente agradáveis, ora são estranhamente sombrias. As palavras criam melodias harmoniosas, ao mesmo tempo que fantasiam sobre a morte e dilatam qualquer rastro de anormalidade que encontram. Bem-vindo ao dark pop, gênero de artistas dos mais obscuros a outros extremamente populares, como a sensação teen Billie Eilish.

O estilo surgiu dentro do post-punk, no final dos anos 1970 e começo da década seguinte, junto de outros gêneros que tinham as cores escuras como base, tal qual o rock gótico e o industrial - a new wave também é da época, mas tinha apreço por roupas e sons mais coloridos.

Bandas como The Cure, Depeche Mode, Siouxsie and the Banshees e The Smiths foram os primeiros artistas a ganharem notoriedade com a união de sintetizadores e elementos eletrônicos às melodias pop ao que poderia ser chamado de rock alternativo - embora, nessa época, não existe exatamente a divisão de hoje em dia.

Nos últimos anos, o estilo, que até então não tinha nome, foi incorporado ao Pop, onde se consolidou como gênero e foi finalmente tratado como dark pop - pode-se traduzi-lo como pop sombrio, se quiser.

O dark pop ainda engatinha quando o assunto é a sua definição exata, mas as rádios já o entenderam como gênero a ser tocado à exaustão. O sucesso recente de Billie Eilish, cujo álbum chegou ao topo das paradas, é somente a consolidação disso.

Listamos 10 artistas que dão força ao dark pop. Confira:

Billie Eilish

A primeira grande cantora do milênio a ter um álbum no topo das paradas e ter 14 músicas no Top 100, Billie Eilish é a voz do momento, e do dark pop. Dona de um canto açucarado, ela tem versos bastante sombrios também, como pode ser ouvido em músicas como “Bad Guy”, “Bury a Friend” e “You Should See me in a Crown”, que compõem seu último álbum, When We All Fall Asleep, Where Do We Go?.


Banks

Um amor instável fadado à tragédia é o principal tema da cantora Banks, que incorpora o R&B ao som eletrônico de suas músicas. Em julho deste ano, lançou seu terceiro álbum, intitulado de III, explorando novas faces de sua estética melancólica.


Bülow

Roupas coloridas, distorções e vídeo analógicos cheios de efeitos especiais. É neste cenário em que Bülow fala sem desvios de seus sentimentos e da vida real, que nem sempre é feliz. A cantora alemã de 19 anos que ganhou destaque com seu EP Damaged Vol.1, em 2017, e lançou este ano seu terceiro EP, chamado Crystalline.


Clairo

Em 2017, sentada na cama, vestindo um moletom, dançando ao som “Pretty Girl”, Clairo fez um compilado de vídeos seus com legendas de karaokê cor de rosa e postou no Youtube. Hoje, esse mesmo vídeo tem mais de 36 milhões de visualizações e a consagrou como estrela da internet. No começo deste mês, lançou seu primeiro álbum Immunity, mantendo seu estilo 90’s revival.


Kim Petras

Kim Petras é uma artista alemã que produz suas músicas independentemente desde 2016. Em “Personal Hell”, faixa de seu novo álbum Clarity, o amor é a sua salvação. “Me salve do meu inferno particular/ Me livre de mim mesma/ Apenas suas mãos me fazem ganhar vida.” (estética nostálgica)


King Princess

Um indie pop que flerta com o soul é o que envolve as músicas de King Princess, que também trabalha com uma estética nostálgica. Ela é uma das apostas do produtor Mark Ronson, que vai lançar seu primeiro álbum ainda neste semestre através de sua gravadora. Em seu single recente, "Cheap Queen", King Princess mostra seus defeitos. “Eu sou uma rainha barata/ E posso ser má de vez em quando/ Eu posso fazer homens adultos chorarem.”


Melanie Martinez

Melanie Martinez cria um universo de bonecas sinistras em cores pasteis que a qualquer momento pode se tornar um filme de terror. Sons de brinquedos e vocabulário infantil constroem músicas que falam sobre a loucura. “Eu sou doida, baby, eu sou louca/ A amiga mais maluca que você já teve.” No dia 6 de setembro, Melanie vai lançar seu álbum visual, após quatro anos de seu primeiro álbum Cry Baby.


MUNA

O trio só de mulheres aposta em um rock new wave e cantam sobre relacionamentos e a solidão. “Eu ouvi as má notícia/ Ninguém gosta de mim e eu vou morrer/ No meu quarto”, diz a vocalista Katie Gavin na música “Number One Fan”. A banda lançou em 2017 seu primeiro álbum e ganhou fama ao abrir os shows da turnê de Harry Styles.


Poppy

Em um experimentalismo audacioso, Poppy mistura guitarras de rock industrial e uma voz infantilizada criada com o auxílio de computador aliada a um pop melódico, produzindo músicas totalmente originais. Seu último álbum, I C U (Music To Read to), composto por músicas instrumentais, compõe a trilha sonora de sua novela gráfica Genesis 1.


Sky Ferreira

Com 27 anos, Sky Ferreira foi uma das primeiras cantoras a aderir a estética sombria do pop. Seis anos após o seu primeiro álbum Night Time, My time, Sky Ferreira lançou seu novo som de lentas batidas graves e violinos destoantes, chamada "Downhill Lullaby". 


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