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Dave Grohl conta como nasceu sua paixão por churrasco

Músico é conhecido pelas suas festonas para amigos ou eventos beneficentes

Redação Publicado em 16/06/2019, às 18h00

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Dave Grohl fazendo churrasco no Studio 606 (Foto: Reprodução / Instagram)

Uma das poucas coisas que Dave Grohl gosta tanto quanto música é cozinhar. E se for churrasco, melhor ainda. O ex-Nirvana e frontman do Foo Fighters contou ao Bon Appétit na última semana como esse amor nasceu lá em 1992, junto com o estouro da banda que dividia com Kurt Cobain.

Nevermind [disco de 1991] saiu, e de repente comecei a ganhar muito dinheiro, algo que nunca tive. Comprei uma casa na Carolina do Norte. Fiquei lá durante todo o verão de 1992. [Fique as férias inteiras] comendo pulled pork [pescoço de porco defumado na churrasqueira] e em uma cabana. Eu enchia um pote disso, e comia até acabar, e aí pegava outro e comia de novo - só pulled pork em um pão e salada de repolho, era só isso. Aí percebi: ‘ah, isso é churrasco'. Tão simples, e mesmo assim, tão sublime e complexo”.

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A paixão do paladar nasceu aí, mas ele só aprendeu a fazer as carnes muitos anos depois. Em 2015, especificamente, quando Grohl caiu do palco em um show do Foo Fighters e quebrou a perna. Teve que ficar em repouso e sair da turnê. “Não tinha nada para fazer além de brincar com uma churrasqueira que me deram. Vi uns tutoriais no YouTube. A primeira coisa que fiz foram costelas. Fiz para os meus filhos, e eles amaram! Mas cada um só tinha umas duas costelas, e prometi fazer de novo no dia seguinte”, contou o baterista.

Todos os dias que fazia churrasco era para superar o anterior. Logo, começou a fazer festa para 50 a 75 pessoas - a churrasqueira pequena não dava conta, e ele teve que comprar aparelhos cada vez maiores (como o da foto de capa). “Eu fazia peito bovino e porco. Meus amigos diziam ‘isso é delicioso, abra um restaurante!”

Não demorou para, ao invés de cozinhar para 70 pessoas, Grohl estivesse alimentando algumas centenas. “O que realmente me fez cozinhar para multidões foram os incêndios em Malibu (2018). Queria cozinhar para todo mundo que foi evacuado de casa. Assei centenas de quilos de carne e levei alguns pacotes de necessidades básicas para os postos de bombeiro, só para agradecer pelo trabalho. Eles foram heróis.”

E, para completar, falou um pouco da junção de música e culinária: “o processo de criar uma música é igual o de cozinhar para uma multidão. Você cria uma receita como faria com uma música; Você prepara sua refeição como gravaria em um estúdio. E você a serve como se fosse em um show. E aí as pessoas repetem o prato, e esse é seu refrão.”

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