De Hannibal Lecter a Laranja Mecânica: os 10 maiores psicopatas do cinema [LISTA]

Relembramos os maiores personagens e atores que interpretaram psicopatas

Redação Publicado em 17/09/2019, às 08h29

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Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), Alex DeLarge (Malcolm McDowell) e Norman Bates (Anthony Perkins) (Foto: Montagem/Reprodução)

O cinema e a cultura pop exploraram extensivamente a figura do psicopata nas narrativas, a começar, por exemplo, por Psicose, do lendário diretor Alfred Hitchcock

Seja no clássico O Silêncio dos Inocentes, que garantiu Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator para Anthony Hopkins e Melhor Atriz para Jodie Foster, ou no influente Laranja Mecânica, que estabeleceu Stanley Kubrick como um dos maiores nomes de sua geração e um dos filmes mais marcantes da carreira de MalcolmMcDowell, psicopatas sempre chamaram a atenção de público e crítica.

Resolvemos então listar abaixo alguns dos psicopatas mais marcantes do cinema e justificar o poder das interpretações deles de fascinar e aterrorizar.


Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes (1991)

É difícil não citar este personagem ao falar de psicopatas. O Dr. Hannibal Lecter era um respeitado psiquiatra forense e um serial killer canibal, fascinado pelo preparo na cozinha da carne humana para suas refeições sinistras. Depois de ser preso, ele ajuda o FBI como consultor sobre assassinos em série.

O personagem apareceu em diversos filmes e séries, mas o retrato de Lecter mais marcante para o público foi o de Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes. O ar refinado, educado e erudito transmitido pelo ator quase ilude o espectador a admirar Hannibal Lecter, até uma hostilidade fria quase animalesca surgir e ele se revelar como o assassino canibal movido a luxúria.


Patrick Bateman, de Psicopata Americano (2000)

Christian Bale vive o executivo bonitão Patrick Bateman, que desconta as frustrações da vida vazia no escritório com uma série de assassinatos.

Ao misturar comédia e terror, Psicopata Americano reflete sobre os elementos que fazem de um homem um monstro, e como são próximos de vários aspectos da vida comum a muita gente, e Bale trabalha incrivelmente bem ao combinar a futilidade e o ego inflado do protagonista a um vazio existencial e uma solidão típica da vida moderna.


Mr. Blonde, de Cães de Aluguel (1992)

No clássico de Quentin TarantinoCães de Aluguel, Michael Madsen dá vida a um psicopata envolvido com a máfia, Mr. Blond, um amigo de longa-data do mafioso Joe Cabot. A história se desenvolve em volta de um crime de roubo de diamantes praticado por Blond.

Quando o assalto dá errado, Mr.Blonde se mostra como um verdadeiro maníaco sádico. Esse aspecto fica evidente quando ele tortura um policial: corta uma orelha do homem e despeja gasolina em cima dele, enquanto dança ao som de “Stuck in the Middle With You”, do Stealers Wheel. Todo esse sadismo é típico de Tarantino na hora de fazer filmes.


Frank Booth, de Veludo Azul (1986)

David Lynch é um diretor que mostra que para fazer um personagem com uma mente perturbada, às vezes é necessário você mesmo ter uma mente não muito comum. A visão de Lynch sobre psicopatas ficou registrada em Frank Booth, maníaco traficante e agressor sexual do filme Veludo Azul.

Booth, interpretado por Dennis Hopper, rapta a família da personagem Dorothy Vallens para forçá-la a se tornar a escrava sexual dele. Enquanto ele aspira gás alucinógeno por uma máscara de inalação e ameaça a mulher, também alterna entre duas personalidades de “papai” e “bebê”, numa performance que chega a causar nojo.


Jack Torrance, de O Iluminado (1980)

Um dos maiores exemplos do arquétipo do herói falido, Jack Torrance é o protagonista do romance de Stephen KingO Iluminado, um clássico dirigido por Stanley Kubrick.

A visão do diretor lendário aliada à performance de Jack Nicholson criaram um retrato extraordinário de um psicopata. No livro de King, o personagem é uma vítima de uma infância traumática; no filme ele sofre de delírios de grandeza e possui nítidos desvios ideológicos. Mas a obra sugere que Jack Torrance já era louco antes de ser afetado pelas atividades paranormais do Hotel Overlook.


Annie Wilkes, de Louca Obsessão (1990)

Mais uma adaptação cinematográfica de um livro de Stephen KingLouca Obsessão apresenta Annie Wilkes, uma fã insana do escritor Paul Sheldon.  A mulher resgata o ídolo de um acidente de carro e o aprisiona em casa, enquanto cuida dos ferimentos dele.

Kathy Bates mostra um domínio completo nessa interpretação teatral, misturando afeto, agressividade em um retrato ameaçador. King baseou o livro no medo que tinha de alguns fãs obcecados, e esta atuação vencedora de Oscar te faz entender porque.


Norman Bates, de Psicose (1960)

Quase impossível listar psicopatas sem falar de um dos primeiros a usar o termo nos cinemas: o vilão do clássico filme de Alfred HitchcockPsicose, o assassino que ama a mãe como ninguém, Norman Bates.

Bates se tornou o maior exemplo de traumas com a mãe. Após uma infância de abusos emocionais, Norman desenvolveu uma visão de mundo completamente distorcida e misógina, e a interpretação de Anthony Perkins desse personagem, com toda essa violência escondida por aparente gentileza, tornam esse psicopata digno de dar dado o nome ao gênero.


Amy Dunne, de Garota Exemplar (2014)

Você pode ter percebido que há poucas representantes mulheres nessa lista; estatisticamente existem menos psicopatas mulheres na vida real, e o cinema reflete isso. Porém, a hábil e manipuladora Amy Dunne vai contra essas definições em Garota Exemplar, dando uma outra visão da psicopata mulher.

Rosamund Pike magistralmente capta o ar metódico e muito inteligente da personagem, fugindo dos estereótipos no cinema da mulher louca, e sem recorrer a sexualização exagerada. Amy Dunne é extremamente complexa por fazer o que faz e ainda enganar a todos ao redor sobre sua verdadeira natureza.


Anton Chigurh, de Onde os Fracos Não Têm Vez (2007)

Talvez uma das atuações mais próximas de um autêntico psicopata, o assassino da máfia Anton Chigurh no thriller dos irmãos CoenOnde os Fracos Não Têm Vez. Uma das principais características do psicopata é a dificuldade de conexão com outros seres vivos, e a complexidade das expressões faciais de Javier Bardem entrega isso perfeitamente.

Javier Bardem, neste filme, consegue fazer compras no supermercado e assassinar pessoas com uma pistola de ar comprimido para matar gado enquanto exibe o mesmo semblante tranquilo e aterrorizante. Toda a tensão do filme se apoia na figura ameaçadora e serena de Anton Chigurh; ele te faz prender a respiração junto com os perseguidos a cada cena.


Alex DeLarge, de Laranja Mecânica (1971)

Protagonista do filme de Stanley Kubrick, Alex DeLarge realmente dá significado a gíria ‘ultra-violência’ presente no mundo distópico de Laranja Mecânica. Alex rouba, agride, mata e estupra inocentes puramente por diversão em um retrato clássico de um sociopata.

Talvez o aspecto mais repulsivo do personagem, interpretado brilhantemente por Malcolm McDowell , é o fato de premeditar todos os atos sinistros que faz. Nos enche de terror ver como cada vilania de um dos personagens mais clássicos do cinema é uma ação consciente.