De onde vem a história de que Paul McCartney morreu em 1966 e foi substituído nos Beatles?

Uma das teorias mais conhecidas da história do rock é que o integrante do icônico quarteto morreu e o grupo seguiu com a carreira lançando hits e escondendo esse grande segredo do mundo

Redação Publicado em 17/02/2020, às 15h27

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Paul McCartney (Foto: AP)

Paul McCartney é um dos nomes mais conhecidos da história do rock e a posição dele como astro se manteve intacta desde que os Beatles se separaram em 1970. No entanto, ao lado da icônica fama do músico existe uma forte corrente de teóricos que acreditam que o Paul que continua lotando estádios atualmente não é o verdadeiro. 

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Segundo uma teoria muito conhecida, Paul McCartney, na verdade, morreu no dia 9 de novembro de 1966, depois dele ter sofrido um acidente de carro. A história diz que o músico teria sido decapitado, perdido um olho e a maioria dos dentes. O boato ficou conhecido como "Paul is dead" (Paul está morto, em português). 

Na época, repórteres tentaram entrar em contato com os Beatles para obter respostas. A WMCA de Nova York, entrevistou Ringo Starr, Derek Taylor, Neil Aspinall, Iain Macmillan (fotográfo), o barbeiro de McCartney e integrantes do grupo Apple Trash.

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Starr disse a Alex Bennett: "Se as pessoas vão acreditar, vão acreditar. Só posso dizer que não é verdade".

Porém, os teóricos acreditam que John Lennon, George Harrison e Ringo Starr se preocuparam como a morte de McCartney poderia impactar o sucesso estrondoso dos Beatles, por isso, decidiram encobrir a morte e substituir o músico por uma pessoa muito parecida com ele, Billy Shears. Além das semelhanças físicas, Shears agia e soava como o músico. 

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Com isso, os Beatles poderiam seguir com a carreira, lançando hits e escondendo esse grande segredo do mundo. Porém, de acordo com os adeptos da teoria, Lennon, Harrison e Starr começaram a se sentir culpados e começaram a deixar pistas da morte de McCartney nas capas dos discos da banda. Segundo eles, a capa do icônico disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, lançado em 1967, é uma dica quando afirmam que a imagem recheada de figuras não é apenas uma reunião, mas sim, um funeral. 

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Grande parte dos fãs que acreditam na teoria também começaram a buscar pistas nas letras das músicas, se tocadas ao contrário, encontraram coisas como "Paul morreu, ele perdeu sua cabeça", em "Getting Better" e "Eu enterrei Paul" em "All Together Now".

Porém, McCartney tinha apenas viajado para uma fazenda escocesa. No dia 24 de outubro de 1969, o músico concordou em falar com Chris Drake, da BBC, e sugeriu que as histórias começaram assim que ele adotou um perfil mais "reservado", mas desde que se casou e virou pai preferiu viver uma vida mais privada. 

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"Se a conclusão que você chega é que estou morto, então você está errado, porque estou vivo e morando na Escócia". Em uma entrevista à revista Life em 1969, o músico também declarou que não ia acabar com a fantasia das pessoas que pensam que ele realmente morreu. 

Em 1993, McCartney lançou o disco ao vivo Paul is Live, no qual parece “desmentir” todos os boatos que poderiam sugerir que ele estaria morto. 

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