Com a ajuda de Steve Albini e Adriano Cintra, Naná Rizinni aparece mais roqueira em segundo disco

Cantora lança La Na Nana e divulga documentário sobre a passagem pelos Estados Unidos

Lucas Brêda Publicado em 26/05/2014, às 14h08 - Atualizado em 27/05/2014, às 17h01

Naná Rizzini.
Debby Gram/Divulgação

À primeira vista, o recém-lançado segundo disco de Naná Rizinni, La Na Nana, chama a atenção por um nome conhecido na contracapa: Steve Albini. O produtor de In Utero, do Nirvana, foi “nada mais, nada menos, que um engenheiro de som”, segundo a cantora. A mixagem e a gravação, feita de maneira analógica, foram realizadas em Chicago, Estados Unidos, cidade escolhida por ela com a intenção de dar ares mais garageiros às 12 músicas do álbum.

Tendo como parceiros Tiê (“Cala Sua Big Boca”) e Tim Bernardes, d’O Terno (“Sujeira”), Naná também contou com a produção dançante e eclética de Adriano Cintra (CSS, Madrid). Enquanto o primeiro álbum, I Said (2011), era calcado em composições em inglês, este novo trabalho é baseado na língua materna da artista. “Comecei a ouvir bastante coisa brasileira, até por esse desafio [de escrever] em português”, diz. Clube da Esquina, Adoniran Barbosa e Tom Zé estão entre os artistas que ela escutou enquanto compunha as letras enxutas, diretas e autobiográficas de La Na Nana.

Além da língua portuguesa, a cantora olhou para o Brasil para buscar referências que vão do tecnobrega (“Prejudicada”) ao axé (“Momesco”), deixando para traz a juventude pop do trabalho anterior. “A gente vai mudando um pouco, vai ouvindo coisas novas”, afirma Naná. “Eu estava querendo fazer uma coisa mais orgânica dessa vez, e foi o que aconteceu”.

Como registro da viagem aos Estados Unidos, Naná produziu um documentário dividido em quatro partes. A última delas está disponível abaixo:

Veja também os outros três vídeos da saga da cantora em Chicago: