Dee Snider, do Twisted Sister, acha que Nikki Sixx mentiu em suas histórias sobre heroína

Para ele, é totalmente impossível para alguém viajando em heroína escrever ou lembrar do que aconteceu

Redação Publicado em 10/04/2019, às 19h11

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Nikki Sixx (Foto: Arthur Mola / Invision / AP)

Nikki Sixx é coautor do livro Heroína e Rock N' Roll (em inglês, Heroin Diaries). Nele, diversos diários feitos pelo integrante do Motley Crue em sua época de vício em heroína foram transcritos e transformados em um calhamaço de mais de 400 páginas. Para Dee Snider, do Twisted Sisters, as histórias são todas balelas.

Um fã escreveu para Snider no twitter, dizendo que “ouvi dizer que os diários de heroína [de Sixx] são todos falsos, e ele nunca escreveu isso". O músico concordou, e disse que não vê como alguém viciado poderia escrever algo. 

“Eu não posso falar especificamente sobre Heroína e Rock N’ Roll, mas eu passei um bom tempo com pessoas realmente viciadas em heroína. Eu nunca encontrei um que pudesse encontrar o próprio p**, imagina uma caneta ou lápis. E escrever sobre as experiências ou lembrar delas depois? NUNCA”, tweetou.

Quando foi criticado por sempre menosprezar Motley Crue, o Twisted Sister negou. “Eu implico com o Nikki há um tempo, é verdade, mas é porque Motley Crue é o tópico de agora. Se você ouviu meu podcast sobre The Dirt [filme sobre a banda de Sixx] você vai me ouvir falando muito bem dele."

Snider não foi o único a duvidar da veracidade de Heroína e Rock N’ Roll. John Corabi, ex-Motley Crue, disse em 2010 que também não acreditava na possibilidade. “Eu amo Nikki até a morte, e essa é só minha opinião: todo mundo que eu conheço que usou heroína, usava e saia de si. Eu acho muito difícil acreditar que alguém possa injetar e aí ter a prospectiva de escrever sobre”, opinou em entrevista à Dynamite.

Tom Wemann, ex-produtor do Motley Crue, também teve algumas coisas pouco lisonjeiras a dizer sobre o livro em 2008. “Ridiculamente errôneo [...] Se essa distorção da realidade é resultado do antigo vício de Sixx em heroína, então esse diário não é nada além de um sonho vindo de um cachimbo, e os eventos descritos no livro não são nada além de uma fantasia induzida por uma agulha de um cara que é sedento por atenção”, declarou ao New York Times.