Depois de vídeo ressurgir na internet, Ronaldo explica declaração sobre “a Copa do Mundo ser feita com estádio, não com hospital”

Gravação de 2011 voltou a circular e gerou muitas críticas ao ex-jogador, que se manifestou no Twitter a respeito: “Era outro contexto”

Redação Publicado em 19/06/2013, às 13h23 - Atualizado às 19h31

AP

Espalhou-se pela internet um vídeo do ex-jogador Ronaldo fazendo uma declaração polêmica a respeito da Copa do Mundo e questões sociais no Brasil. O vídeo, de 2011, “tem uma edição tendenciosa”, segundo ele escreveu na manhã desta quarta-feira, 19, no Twitter.

Ronaldo dedicou 11 postagens no microblog para combater aqueles que o criticaram pelo vídeo. Nas imagens, ele afirma que “Copa do Mundo se faz com estádio, não com hospital”.

O ex-jogador admitiu que não se expressou devidamente naquele momento, mas ele manteve o apoio à realização da competição no país. Vale lembrar que ele é um seis embaixadores da Copa do Mundo no Brasil.

Na ocasião, Ronaldo era questionado por jornalistas como membro do COL (Comitê Organizador Local). Há dois anos, a Copa do Mundo recebia resistência por parte de veículos de imprensa e da população. Atualmente, durante os manifestos que estão ocorrendo por todo o país, a questão do dinheiro investido nos estádios é lembrada e os protestantes mostram rejeição ao evento.

Assista ao vídeo que gerou as críticas e leia os comentários feitos pelo jogador no Twitter:

“Um pessoal postou um vídeo editado com declarações minhas sobre a Copa de dois anos atrás. Posso de fato não ter me expressado tão bem e a edição que eu vi na internet é bastante tendenciosa. Era outro contexto. Não é justo usar como se fosse dito essa semana. A Copa é uma incrível oportunidade para o Brasil. Chance de atrair atenção, investimento, turismo e mais mil coisas. Mas isso não obriga a deixar de investir em questões sociais prioritárias como saúde, educação, transporte, segurança e etc. Afinal, não temos Copa do Mundo desde 1950 e não foi por isso que atingimos excelência em nenhuma dessas causas. São 63 anos sem a Copa e não se viu bilhões destinados às questões sociais. Duvido que nosso país estaria uma vírgula melhor se não tivesse escolhido fazer o Mundial de 14. Não sou responsável pela administração do dinheiro público e repudio a corrupção. Tenho sentido orgulho de ver os protestos pacíficos e democráticos pelo país, espero que se espalhem cobrando, todos os anos, a melhor gestão do gasto público.”