Diploma para DJs gera polêmica

Em tramite no Senado, projeto de lei que prevê diploma para DJs divide profissionais

Da redação Publicado em 03/02/2009, às 19h19

Ao propor a regulamentação da profissão de DJ, o projeto de lei elaborado pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP) é motivo de discordância entre os profissionais da área.

Composto por dezenas de artigos, o projeto tem três deles que chamam a atenção e geram controvérsia:

- O exercício da atividade de DJ será condicionado a um registro prévio na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho;

- Será determinado ao profissional a apresentação de diploma de curso profissionalizante reconhecido pelo MEC ou pelo sindicato da categoria, além de um atestado de capacitação profissional fornecido pelo sindicato;

- Será prevista a participação de 70% de DJs nacionais quando um evento escalar um DJ estrangeiro.

Em declaração à Folha de S.Paulo, o DJ paulistano Magal, residente do clube Vegas e professor de discotecagem no curso de Produção Musical da Faculdade Anhembi Morumbi, diz que "um DJ não precisa ter diploma para tocar. Conheço muita gente que nunca fez escola de DJ e que sabe tocar muito bem. A esta altura, não preciso fazer aula para aprender a discotecar".

Em contrapartida, à mesma Folha, Bunnys - DJ e dono da escola DJ Ban em São Paulo - defende o projeto de Tuma: "Ninguém ainda entendeu a lei como ela efetivamente é. Mas é um ponto positivo para a profissionalização do negócio. Talvez ajude a sociedade a entender que ser DJ é uma profissão, não um oba-oba. Serve para criar um vínculo empregatício com as empresas. Dá uma segurança maior para o DJ".

O projeto já passou pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Irá a votação no plenário do Senado; se aprovado, vai para a Câmara dos Deputados. Se aprovado novamente, vai para sanção do presidente.