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Disco do Motley Crue Girls, Girls, Girls, completa 32 anos

Segundo Nikki Sixx, o quarto álbum do grupo poderia ter sido fenomenal, mas eles estavam lutando contra alguns "demônios pessoais"

Redação Publicado em 15/05/2019, às 12h00

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A banda Motley Crue (Foto: Tenth Street Entertainment)

Girls, Girls, Girls é o quarto disco de estúdio do Motley Crue lançado no dia 15 de maio de 1987. Embora o grupo se ambientasse em uma zona de conforto por um estrelato multiplatinado, os integrantes da banda estavam desmoronando.

O vocalista Vince Neil estava "tentando ficar sóbrio, mas falhando miseravelmente", segundo o baixista Nikki Sixx no livro The Dirt. Enquanto isso, Sixx era viciado em heroína, Tommy Lee, o baterista, estava morando com a sua esposa Heather Locklear e escondia seu uso desenfreado de drogas e o guitarrista Mick Mars sofria de uma doença crônica de artrite, que o deixava em constante dor, com isso, ele tornou o álcool um dos seus maiores aliados.

Ao contrário dos primeiros momentos da banda, quando eles festejavam e escreviam juntos, Motley Crue havia se fragmentado quando anunciaram a produção de Girls, Girls, Girls e embarcaram em piloto automático. Na época, eles não estavam só tentando esconder seus problemas do mundo, mas também tentavam conter os seus ‘demônios pessoais’ um dos outros.

“No estúdio, estávamos misturando drogas com algo que nunca havíamos combinado antes: culpa, negação e sigilo”, escreveu Sixx. “Essas três palavras são a diferença entre um viciado e um hedonista.”

Todo mundo queria saber o que estava acontecendo com Lee, como era a cena de groupie, qual foi a última confusão de Neil e se Sixx era tão louco quanto todos disseram que ele era. Então, o timing foi perfeito. Tudo o que o Motley Crue tinha que fazer era escrever algumas músicas que o público amaria.

Com isso, a banda começou a gravar com o produtor Tom Werman em novembro de 1986. Desde o início, as sessões foram um desastre. Os integrantes iam ao estúdio tão acabados que dificilmente conseguiam pegar em instrumentos.

Como principal compositor, o Sixx foi mais prejudicial ao sucesso contínuo da banda. Em um certo ponto, iniciaram uma intervenção com um conselho de drogas. Sixx se recusou mas Bob Timmins o ajudou a largar a heroína sem ir à reabilitação. "Voltamos para a minha casa e jogamos fora todas as agulhas e resíduos de drogas", escreveu Sixx em The Dirt. "Naquela noite eu escrevi ‘Dancing on Glass’”.

Sixx escreveu a maior parte das músicas de Girls, Girls, Girls. Mars apresentou três músicas e Lee entregou quatro, incluindo os dois grandes sucessos "Wild Side" e "Girls, Girls, Girls".

“Como o Theatre of Pain, Girls, Girls, Girls poderia ter sido um álbum fenomenal, mas nós estávamos muito envolvidos em nossas ‘batalhas’ pessoais - para colocar qualquer esforço nisso”, escreveu Sixx em The Dirt.

Recentemente, o Motley Crue entrou para o Top 10 de discos mais vendidos depois de 11 anos.

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