Dobradinha do metal

Judas Priest e Whitesnake tocam neste sábado, 10, em São Paulo; confira entrevista com Rob Halford

Paulo Cavalcanti Publicado em 09/09/2011, às 09h19 - Atualizado às 10h39

Rob Halford
AP

Judas Priest e Whitesnake já vieram ao Brasil várias vezes, sendo que em 2005 fizeram esta mesma dobradinha que agora passa por quatro capitais. Em São Paulo, o show foi na Arena Anhembi, o mesmo local da apresentação que acontecerá no sábado, 10.

Falando por telefone diretamente da Espanha, Rob Halford, o icônico cantor do Judas, comenta o relacionamento de sua banda com a de David Coverdale: “O pessoal do Whitesnake é amigo de longa data. São ‘estradeiros’ como nós, têm muito senso de humor e uma capacidade de lidar com a rotina. A vida de rockstar muitas vezes não é tão excitante quanto se pensa”, conta Halford. “No começo, é tudo novidade. Depois, são os mesmo hotéis, as mesmas pessoas, existe uma certa mesmice. Por isso é bom estar com amigos como os caras do Whitesnake para ajudar a aliviar o tédio e a pressão.”

Como os fãs sabem, esta turnê do Judas, intitulada Farewell Epitaph World Tour, é a de despedida. Halford se adianta para explicar o que vai acontecer de agora em diante com a banda: “Sim, essa é nossa última turnê extensa, com inúmeras datas ao redor do mundo. Foi uma decisão conjunta; depois de certo tempo, fisicamente é impossível manter o passo. Não somos mais aqueles garotões do começo dos anos 80”. Mas ele alivia para o público. “Isso não significa que nunca mais vamos nos apresentar, nem que o Judas vai acabar. Na prática, os shows vão ficar mais espaçados e vão acontecer somente quando a banda tiver algo para comemorar ou para mostrar, como um disco novo ou um projeto diferente.”

O Judas vem ao Brasil com um novo guitarrista. Ele é Richie Faulkner, substituto do fundador K.K. Downing, que no último mês de abril deixou de vez o Judas. “Foi um período realmente difícil quando o K.K. nos abandonou, mas respeitamos a decisão dele”, diz Halford. “Afinal, a banda toda, incluindo o K.K., teve que lidar com esse tipo de situação quando eu saí [Halford ficou longe do Judas de 1992 a 2003, e seu lugar foi ocupado por Tim ‘Ripper’ Owens]. Mas desejamos o melhor ao K.K.”, explica. E vocalista só tem elogios ao novo integrante do Judas. “O Richie já conquistou os fãs nos shows europeus. Ele é um cara de personalidade própria. Não tenta imitar o K.K. ou fica no fundo do palco com aquele jeito ‘não olhem para mim, estou só quebrando o galho’. Ele deu tão certo na banda que vamos até gravar um novo disco para que seu trabalho fique eternizado no Judas. Já estamos trabalhando no material”, revela Halford.

Depois de São Paulo, o Judas Priest e o Whitesnake ainda se apresentam no Rio de Janeiro (Citibank Hall, no dia 11), em Belo Horizonte (Chevrolet Hall, 13) e em Brasília (Ginásio Nilson Nelson, 15).