Empregados querem colaborar nas investigações da morte de Michael Jackson

Michael Amir, assistente pessoal do cantor, e Alberto Alvarez, a quem se credita a ligação para o 911, teriam sido "esnobados" pela polícia de Los Angeles

Da redação Publicado em 26/08/2009, às 14h12

Dois empregados de Michael Jackson, presentes em 25 de junho na mansão alugada de Beverly Hills, puseram-se à disposição de investigadores para remontar os eventos que levaram à morte do cantor, na mesma data. São eles Michael Amir, assistente pessoal de Jackson, e Alberto Alvarez, segurança a quem se credita a ligação para o serviço de emergência 911.

De acordo com o jornal The Los Angeles Times, os dois travaram breves conversas com oficiais do Departamento de Polícia de Los Angeles apenas no dia da morte do cantor. Agora, o advogado da dupla, Carl Douglas, informou que eles podem jogar luz à cronologia dos acontecimentos que se sucederam até a parada cardíaca do astro. Douglas é conhecido por ter feito parte do time de defensores de O.J. Simpson, jogador de futebol norte-americano condenado, em 1994, pelo assassinato da ex-mulher. Ele também advogou para Jackson em 1993, na época em que o astro enfrentava acusações de abuso sexual contra um garoto menor de idade.

Michael Jackson estampa uma das capas da edição de agosto da Rolling Stone Brasil. Confira um trecho da reportagem.

Nas últimas horas, o Dr. Conrad Murray questionou o teor de documentos apresentados por forças policiais a uma corte no Texas - onde o médico particular de Jackson reside atualmente. Um deles é o de que ele teria encontrado o intérprete de "Thriller" sem respirar por volta das 11h. Se a informação proceder, isso significa que Murray esperou mais de 80 minutos até contatar o 911.

Segundo Douglas, Amir recebeu mensagem do doutor, de não mais de quatro segundos e com tom desesperado, às 12h13. O conteúdo, não especificado, passava basicamente o seguinte aviso: "Venha rápido". Amir era um dos chefes na equipe de empregados do artista.

Já Alvarez, afirmou o advogado, estava próximo ao leito de Jackson, ao lado de Murray, nos minutos anteriores à chegada dos paramédicos. Douglas não quis antecipar o depoimento do segurança à polícia.

Ele também disse que, em pelo menos duas ocasiões, Amir e Alvarez foram esnobados pela equipe investigativa. "Nós arranjamos duas ocasiões diferentes para que o L.A.P.D. os encontrasse. Meus clientes chegaram cedo, com ternos e gravatas. O primeiro encontro foi cancelado e remarcado. No segundo, precisei ligar para questionar sobre a ausência [dos detetives]."

Charlie Beck, um dos chefes da força policial de L.A., se recusou a comentar as acusações.

Nos relatórios divulgados na segunda, 24, a versão é a seguinte: Murray teria administrado, às 10h40, 25 miligramas do anestésico Propofol no cantor, que insistiu pela dose por não conseguir dormir. O médico supervisionou seu paciente por cerca de 10 minutos, ausentou-se para ir ao banheiro por dois minutos e, quando retornou ao aposento, encontrou Jackson já sem respirar. A partir de 11h18, o celular de Murray teria registrado três ligações, que juntas somaram 47 minutos - todas feitas antes de 12h21, quando o 911 foi contatado.

O advogado de Murray rebaixou as informações como "teoria, não fato".

Confira a cobertura completa sobre a morte de Michael Jackson.