E3 2015: saiba o que esperar de jogos como Super Mario Maker e Star Fox Zero

Também durante a feira, a Sony anunciou a fabricação do PlayStation 4 no Brasil

Gus Lanzetta Publicado em 17/06/2015, às 12h44 - Atualizado em 18/06/2015, às 11h39

Super Mario Maker
Divulgação

Em uma coletiva de imprensa especial para o mercado latino-americano, que aconteceu nesta terça-feira, 16, em Los Angeles, a Sony anunciou que começará a fabricar o PlayStation 4 no Brasil. O console, que foi lançado no país em 2013 pela bagatela de R$ 4 mil e hoje é vendido nas lojas parceiras da Sony por R$2199, deve ter uma redução de preço considerável. A empresa, contudo, ainda não divulgou o novo valor.

E3 2015: retorno do Nintendo World Championships e continuação de Shenmue são destaques da feira.

Anderson Gracias, responsável pelas operações de PlayStation no Brasil, afirmou que esse “é um sonho” há muito tempo e que o Brasil é o segundo país a fabricar o console o único além da China - pois é um mercado “estratégico para a Sony”. Mesmo assim, ele reiterou que a fabricação não será usada para abastecer outros países latino-americanos – pelo menos por enquanto –, mas essa é uma possibilidade futura.

Fique por dentro das primeiras impressões de Super Mario Maker e do novo Need for Speed

Também na terça, foi dada a largada para a feira E3 2015, com as maiores empresas do mercado de videogames expondo suas novidades no Los Angeles Convention Center e pudemos jogar algumas das novidades:

Super Mario Maker

Talvez a ideia mais brilhante da Nintendo para suprir a nostalgia de diversas gerações de fãs que cresceram com Super Mario tenha sido inventar um jogo que reúne as icônicas interações do personagem em um único kit de criação de novas fases. Em Super Mario Maker é possível criar fases nos estilos de Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, Super Mario World e Super Mario Bros. U. Tudo isso com a possibilidade de utilizar itens e elementos de cenário de todas essas diferentes eras do encanador italiano. Todos podem criar e compartilhar fases assim como participar de desafios e baixar cenários novos gratuitamente direto do menu do jogo. Acessível e robusto, Super Mario Maker tem tudo pra ser o principal fornecedor de diversão em plataforma 2D pra milhões de pessoas nos próximos anos.

Star Fox Zero

A Platinum Games – apreciada por seu trabalho na série Bayonetta – está revivendo a clássica série de combate aéreo da Nintendo com uma certa reverência à nostalgia que não se esperaria do estúdio, mas condizente com a atual atitude da Nintendo. No primeiro contato, Star Fox Zero parece um retorno à fórmula do primeiro jogo – lá no Super Nintendo –, mas há bastante complexidade adicionada. Há, além de batalhas contra chefões, partes menos lineares das fases, nas quais é necessário ficar manobrando pela mesma área matando inimigos e/ou defendendo pontos estratégicos. Essa variação é benéfica, mas os novos controles atrapalham mais do que ajudam. Toda a mira é feita inclinando o gamepad, de maneira cansativa e bem menos prática do que usando só o analógico, como em outros jogos. Além disso, a visão em primeira pessoa é exclusiva da tela do gamepad e na TV só se vê a clássica câmera em terceira pessoa. Essa complexidade parece artificial e adiciona certos incômodos na hora de jogar.

Need for Speed

Depois de um hiato de um ano, a Ghost Games retoma a franquia Need for Speed prestando homenagem a diversos jogos da história recente, mas tirando totalmente a personalidade dos elementos. Na primeira impressão, o título mais prestigiado é Underground, que explorou o mundo do tuning e rachas ilegais durante a febre sobre esse tema iniciada em 2001 pelo primeiro filme da saga Velozes e Furiosos. O novo Need for Speed, porém, deixa abandona muito do que tornou os games mais recentes bons de se jogar: os controles desafiantes e precisos. Muitas derrapagens e curvas parecem até feitas automaticamente pelo computador de tanto que os movimentos do carro são “enlatados”. Além disso, a insistência em um mundo aberto no qual você dirige até novas missões e corridas parece forçação de barra mais do que uma adição ao enredo dinâmico.

Mirror’s Edge Catalyst

Mais um caso de mundo aberto em um jogo que parece se beneficiar pouco da estrutura mais “livre”. Catalyst deixa o usuário escolher missões secundarias que exploram o cenário da Glass City, mas perde com isso o foco do primeiro Mirror’s. É divertido brincar de parkour pela cidade em muita obrigação, mas toda a sensação de urgência se esvai nessa brincadeira. É interessante ver como o jogo consegue criar guias na linguagem de “runner vision” (que deixa elementos importante pra sua navegação banhados em vermelho) para criar rotas para o lugar que o jogador quiser, mas ainda não ficou provado que esse é o melhor caminho para um game que lembrava tanto os primeiros Sonic em suas fases focadas e infinitamente testadas para criar as experiências mais frenéticas de corrida em duas pernas dos jogos.