E3: Diversão boa com o de sempre

Games muito similares a seus antecessores e a outros contemporâneos dominam a feira, mas muitos são bem feitos demais para serem ignorados

Gus Lanzetta Publicado em 07/06/2012, às 16h32 - Atualizado em 08/06/2012, às 12h11

Watch Dogs, da Ubisoft, é um jogo de ação com cooperação entre vários jogadores e mecânicas de hacking para controlar e interferir em aparatos eletrônicos em uma cidade aberta.
Divulgação

Os títulos mais populares da E3 deste ano são, com certeza, os de ação. As empresas estão provando para o público tradicional de videogames que ainda sabem e podem produzir blockbusters violentos que servem de ferramentas para realizar as fantasias mais Tarantinescas de seus jogadores. E mesmo com vários jogos dessa leva que merecem o destaque que tiveram e os elogios que receberam durante toda a feira, é fácil notar como esses games estão longe da sofisticação que muitos atribuem a eles.

Splinter Cell: Blacklist, jogo de espionagem e tiros, podia muito bem ser um Assassins Creed que se passa na nossa década, com direto a acrobacias e gadgets de montão. Metal Gear Rising: Revengeance é um jogo de ação bem tradicional, mas conta com um diferencial: o total controle dos movimentos de sua espada futurista, que pode fatiar quase qualquer coisa em qualquer direção. Porém, as características marcantes da série Metal Gear – o protagonista, Solid Snake, e as longuíssimas e prolixas cenas de diálogos mirabolantes – não estão presentes. Poderia ser Ryu Hayabusa, de Ninja Gaiden, fatiando soldados genéricos e sem face ali e não haveria diferença. Watch Dogs (foto), a grande revelação da Ubisoft na E3, estrela um hacker que pode interagir com os sistemas que controlam uma cidade inteira com os celulares e computadores de civis, mas ninguém estranharia se esse fosse um novo Grand Theft Auto com foco em tecnologia ou até mesmo um Deus EX com uma câmera em terceira pessoa.

Estes são todos sintomas da repetição: 99% dos elementos presentes nesses jogos já foram vistos, executados e jogados antes. Porém, por já terem experiência e feedback para melhorar o desenvolvimento de seus títulos, as empresas de games estão produzindo muitos jogos que, provavelmente, serão considerados os ápices de seus respectivos gêneros, pelo menos até a próxima geração de hardware.