Rolling Stone Brasil
Busca
Facebook Rolling Stone BrasilTwitter Rolling Stone BrasilInstagram Rolling Stone BrasilSpotify Rolling Stone BrasilYoutube Rolling Stone BrasilTiktok Rolling Stone Brasil

Eleito presidente da CPI da CBF, Romário fala à Rolling Stone sobre a esperança de reviravolta no futebol nacional

O ex-atacante e hoje senador é entrevistado na edição de julho da revista

Lucas Borges Publicado em 15/07/2015, às 11h55 - Atualizado às 12h28

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
<b>Bocudo</b><br>
O senador não poupa ninguém envolvido no caso Fifa - Murillo Meirelles
<b>Bocudo</b><br> O senador não poupa ninguém envolvido no caso Fifa - Murillo Meirelles

Um mês e meio depois de sete executivos da Fifa, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), terem sido presos na Suíça acusados de corrupção, o Senado nacional instalou nesta terça-feira, 14, uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a entidade que comanda o futebol no país.

Edição 67: Romário já foi o melhor jogador de futebol do mundo. Hoje, fora do habitat, é um dos deputados federais de maior destaque em Brasília. Quantos gols mais ele ainda pretende marcar na vida?

A iniciativa terá como objetivo principal analisar contratos da CBF para realização de jogos da seleção brasileira e de campeonatos. Além disso, vai averiguar possíveis irregularidades na organização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014.

Nadando contra a maré, Marcelo Freixo coleciona inimigos e tenta sobreviver ao jogo da política que tenta incansavelmente combater.

Entrevistado pela Rolling Stone Brasil em texto publicado na edição do mês de julho da revista, já nas bancas, o ex-jogador e hoje senador pelo PSB-RJ Romário foi eleito presidente da CPI por aclamação. Ele designou Romero Jucá (PMDB-RR) como relator.

Na conversa com a RS, o campeão do mundo de 1994, crítico de longa data da gestão do esporte mais popular do país, falou a respeito das expectativas sobre a CPI: “É do futebol, não só da CBF. Então, tudo que for futebol, se depender da minha parte, vamos englobar e colocar ali. Meu objetivo é que seja desvendada essa caixa preta que hoje existe”.

Ainda que haja pontos positivos na “constituição”da internet, a pressa na busca pela aprovação no Congresso acabou deixando furos no conjunto de regras para o uso da rede no Brasil. Saiba o que muda no dia a dia de quem realmente importa: o usuário.

Questionado sobre o fracasso de iniciativas similares na década retrasada - duas CPIs foram abertas entre 1998 e 2000, uma para investigar as relações da CBF com a Nike e outra intitulada CPI do Futebol, e ambas acabaram arquivadas e com relatório embargado pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira -, Romário explicou por que acredita que desta vez a história será diferente. “Sinto em alguns senadores essa vontade de realmente ajudar o futebol. Na maioria deles, em seus estados, os presidentes de federações estão lá eternos, não se aguenta mais isso”.

Quais são as principais heranças dos movimentos que levaram os brasileiros às ruas e tiraram o país da letargia.

O político carioca manifestou na entrevista a intenção de contar com apenas sete senadores na comissão parlamentar para que não haja conflito com outras CPIs e para que esta não acabe sendo emperrada por falta de quórum. Por fim, serão 11 participantes (Humberto Costa (PT-PE), Zezé Perrella (PDT-MG), Ciro Nogueira (PP-PI), Donizeti Nogueira (PT-TO), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Romero Jucá (PMDB-RR), Omar Aziz (PSD-AM), Álvaro Dias (PSDB-PR), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Romário (PSB-RJ) e Fernando Collor (PTB-AL).

O parlamentar mais polêmico do Brasil divide opiniões, gera manifestações apaixonadas e incomoda muita gente.

Romário confia ainda que vencerá a chamada “Bancada da Bola”, grupo de políticos que atuam em Brasília em defesa dos interesses da CBF. “Um dos motivos de eu não querer abrir uma CPI mista é isso, tenho consciência de que na Câmara ela [Bancada da Bola] é muito mais robusta, tem mais força. Na verdade, tento dizer que não é Bancada da Bola, dessa eu também participo, é Bancada da CBF, essa é difícil de ser vencida. No Senado também tem, mas não vejo nessa CPI senadores que não queiram colocar o futebol a limpo e moralizá-lo”.

Artista popular e deputado federal mais votado nas últimas eleições, Tiririca superou críticas em um mandato considerado além da expectativa. A trajetória política, porém, já tem data marcada para se encerrar.

Na íntegra do texto publicado pela Rolling Stone, o “Baixinho” fala também sobre a esperança de que mais cartolas da Fifa e da CBF sejam presos, sobre os possíveis candidatos a assumir o rumo da bola do Brasil e sobre qual é, na opinião dele, o placar moral do nosso futebol desde os 7 a 1 para a Alemanha, nas semifinais do Mundial de 2014. "O mundo deve estar com uns 100 e o Brasil está com zero. Depois de uma porrada daquela e pelos resultados negativos de suborno, roubo, enriquecimento ilícito e corrupção que tivemos da experiência da Copa, infelizmente nada mudou. Continuam roubando e enriquecendo ilicitamente, enquanto o futebol segue nesta merda que a gente vê".