Eduardo Suplicy fala sobre prisão de Mano Brown através de rede social

Líder dos Racionais MC's foi detido em São Paulo após ser parado em uma blitz policial

Redação Publicado em 07/04/2015, às 10h56 - Atualizado às 13h53

Mano Brown faz apresentação relâmpago no festival Tamo Aí na Atividade.
Lucas Brêda

Em postagem no Facebook na manhã desta terça, 7, Eduardo Suplicy (PT-SP) explicou os fatos por trás da prisão de Mano Brown, do grupo Racionais MC’s, na tarde da última segunda, 6.

Racionais MC’s estamparam a capa da edição de aniversário da Rolling Stone Brasil em 2013. Leia a matéria completa.

Em contraponto ao depoimento do coronel da PM Pedro Cesar Macera, o texto publicado pelo secretário de Direito Humanos e Cidadania de São Paulo afirma que o rapper, ao ser abordado pela blitz policial, parou e abaixou os vidros. Relata-se também que a polícia agiu de forma violenta, agredindo fisicamente Brown, além de ofende-lo.

Racionais MC's mostram renovação e influência da trap music em Cores & Valores.

O cantor estava com a carteira de habilitação e com o exame de saúde vencidos, entretanto, para o ex-Senador, tais fatos não justificam a truculenta ação da PM. Acompanhado do Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP), Suplicy foi até ao 37º distrito policial de São Paulo, no Campo Limpo, para acompanhar o depoimento de Mano Brown.

O rapper foi liberado por volta de 20h, cerca de quatro horas após ter sido detido.

Veja na íntegra o texto publicado por Eduardo Suplicy:

Nesta segunda, Mano Brown, dos Racionais Mc's, foi à farmácia comprar um remédio para sua mãe, que esteve hospitalizada....

Posted by Eduardo Suplicy on Tuesday, April 7, 2015

Leia também o depoimento do coronel da PM Pedro Cesar Macera:

“Ele furou o bloqueio e tentou fugir. Já tivemos problemas anteriores, ele chegou a reclamar de abordagens policiais dizendo que isso é racismo. Nesse caso, acabou levando ao extremo. Os policias estavam fazendo o trabalho deles. Não houve agressão física [por parte de Mano Brown], somente verbal. A tendência é que seja indiciado por esses crimes, que o veículo seja apreendido e que ele seja colocado em liberdade”.