Em prisão domiciliar, Phil Rudd tem planos de voltar ao AC/DC: "Eu sou o cara"

Baterista foi condenado a oito meses de prisão ao assumir a culpa por ameaçar duas pessoas de morte e por posse de drogas

Redação Publicado em 10/08/2015, às 10h26 - Atualizado às 12h57

Phil Rudd
Christine Cornege/AP

O baterista Phil Rudd, ex-AC/DC, atualmente em prisão domiciliar por ameaçar duas pessoas de morte e por posse de drogas, afirmou em entrevista ao programa de televisão 3D, da Nova Zelândia, que voltará à banda.

"Relembre 10 casos de músicos que foram parar atrás das grades.

Segundo ele, que foi condenado em 9 de julho deste ano, a prioridade quando a sentença se encerrar será “recuperar o emprego, voltar à estrada e ganhar muito dinheiro”. No momento, restrições judiciais o impedem de viajar com os veteranos companheiros de grupo.

O baterista, único integrante do AC/DC nascido na Austrália, se mudou para Nova Zelândia em 1983 após deixar a banda, mas retornou à formação em 1994, deixando-a novamente em 2015. Chris Slade atualmente ocupa o lugar dele. O AC/DC também perdeu no ano passado o guitarrista Malcolm Young, obrigado a se afastar por problemas mentais. Os veteranos estão em turnê com o novo disco Rock or Bust, do final de 2014.

Assista ao último show do AC/DC com Malcolm Young.

“Ele é um bom baterista”, disse Rudd sobre Slade. “Mas eu não tenho ideia do que ele está fazendo lá. Não tenho nada contra ele. Ele só não conseguiu um emprego fixo. Espero eu! É só isso”. Em dezembro, o AC/DC fará duas apresentações na Nova Zelândia e Rudd tem esperanças de se juntar à banda novamente, ainda que o assunto não tenha sido conversado com os demais integrantes.

“Eu vou voltar. Nunca estive em melhor forma, nunca me senti tão bem. Nunca estive psicologicamente e fisicamente tão forte durante toda a minha a vida. Eu amo tocar. Percebi quem eu sou e o que eu posso fazer. Só quero uma chance de mostrar quem é o cara. Eu sou o cara.”

Vídeo em homenagem a Malcolm Young usa o rock para tocar doentes mentais.

Em 19 de julho deste ano, o artista foi detido pela polícia e logo depois solto mediante pagamento de fiança. Não foi revelado o motivo do incidente. Na época da condenação do músico, o juiz responsável pelo caso afirmou que ele seria monitorado durante 24 horas por dia e que, caso violasse as determinações legais, seria levado em custódia.