Em processo contra Pharrell Williams por plágio em “Blurred Lines”, filha de Marvin Gaye também questiona “Happy”

“Não vou mentir. Eu realmente acho que as músicas se parecem”, disse Nona Gaye sobre “Happy” e "Ain't That Peculiar”, sucesso do pai dela

Redação Publicado em 13/03/2015, às 11h00 - Atualizado às 12h17

Cantor em audiência por plágio em "Blurred Lines"
Nick Ut/AP

Condenado junto com Robin Thicke a pagar pouco mais de R$ 22 milhões ao espólio de Marvin Gaye por plágio de “Got to Give It Up” no recente sucesso “Blurred Lines”, decisão da qual vai recorrer, Pharrell Williams pode em breve enfrentar um novo problema judicial, agora pelo estrondoso hit “Happy”.

Robin Thicke e Pharrell Williams recorrem de decisão e vão “dormir tranquilos” afirmando que não plagiaram “Blurred Lines”.

“Não vou mentir. Eu realmente acho que as músicas se parecem”, declarou à rede de TV norte-americana NBC a filha do falecido cantor soul Nona Gaye acerca de "Ain't That Peculiar”, de 1965, escrita por Pete Moore, William "Smokey" Robinson, Bobby Rogers e Marv Tarplin.

Fã de Marvin Gaye encontra passaporte do músico em vinil.

Por enquanto, a família não pretende iniciar um nova disputa nos tribunais. Janis Gaye, ex-esposa de Marvin, afirmou na última terça-feira, 10, após o anúncio da vitória na causa de “Blurred Lines”, que estava satisfeita e iria curtir o momento. Na ocasião, contudo, ela acrescentou: “Ouvi as mixagens que fizeram, não preciso escutar de novo. Conheço 'Ain't That Peculiar' e já ouvi 'Happy'.”

O advogado Howard King, que representa Robin Thicke e Pharrell Williams no caso de “Blurred Lines”, revelou à Rolling Stone EUA que os clientes dele irão contestar decisão da Justiça. “A posição deles é firme, consistente, de que eles compuseram a canção apenas com coração e alma e sem contribuição de ninguém, seja de Marvin Gaye ou de outra pessoa qualquer”.

Ouça o mashup de "Happy" e "Ain't That Peculiar":