Emily in Paris: 3 clichês e 3 inovações da nova comédia romântica da Netflix

Estrelado por Lily Collins, o seriado estreou dia 2 de outubro na plataforma de streaming

Julia Harumi Morita | @the_harumi Publicado em 10/10/2020, às 11h00

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Lilly Collins em Emily in Paris (Foto: Reprodução / Twitter)

Assim que estreou, Emily in Parisconquistou comentários de amantes de comédias românticas, de fashionistas e, claro, dos franceses. Estrelado por Lily Collins, o seriado estreou na Netflixno dia 2 de outubro, e rapidamente ocupou o primeiro lugar dos Top 10 brasileiros da plataforma.

Como o nome diz, a série conta a história de Emily durante uma temporada em Paris. A jovem é escolhida para levar estratégias norte-americanas para uma agência de marketing recém-comprada pela empresa na qual trabalha. 

Entre elogios e críticas, Emily in Paris ganhou repercussão ao explorar uma narrativa blasé com situações totalmente irreais e incoerências de roteiro. Por outro lado, algumas pessoas se apaixonaram pela produção por causa do clima descontraído e sonhador.

Para complementar o debate da web, a Rolling Stone Brasil separou 3 clichês de Emily in Paris e 3 inovações da série no gênero das comédias românticas. Confira: 

Clichê: A comparação dos franceses com os norte-americanos

Emily in Parisconstantemente compara os estereótipos dos franceses e dos norte-americanos. A protagonista sente falta de hambúrguer, “vive para trabalhar” e é metódica ao separar a vida profissional da amorosa. Já os franceses são namoradeiros natos e estão pouco interessados em deixar o trabalho afetar a vida pessoal deles.

É quase como se não existisse um mundo globalizado em que as culturas se misturam. As generalizações planificam os personagens e não dão espaço para desenvolver as características particulares de cada um.

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Inovação: Ocupação da protagonista

O emprego de Emily, definitivamente, é algo novo para as comédias românticas. Ao invés de ser uma jornalista dedicada ou uma aspirante a escritora, a protagonista trabalha com marketing e mídias sociais. Este pequeno detalhe traz frescor à narrativa por ser uma ocupação extremamente atual e pouco retratada nos filmes e séries. Além disso, dá um toque bem… Millennial.

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Clichê: A jornada da novata contra a chefe rígida

Nós já vimos essa história antes. Uma moça talentosa é contratada, mas não alcança o sucesso facilmente pois precisa lidar com uma chefe antipática e extremamente rígida. 

Não, não estamos falando de Diabo Veste Prada. A personagem de Lily Collins segue uma trajetória muito parecida com a de Andrea Sachs, (Anne Hathaway), porém, em um ambiente muito menos tenso e intimidador - mas isso não deixa a série menos clichê.

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Inovação: Nada de dramas amorosos 

Emily in Paris pode até estar repleto de flertes, encontros românticos e noites de sexo casual previsíveis, mas essas circunstâsncias ganham novos panoramas devido à personalidade de protagonista. 

Longe de ser apegada aos relacionamentos, Emily não vive nenhuma cena clássica de decepção amorosa, em que come um pote de sorvete para se consolar ou algo do tipo. Pelo contrário, a personagem não se perde em falsas expectativas, aceita o fim dos relacionamentos e sabe reconhecer quando um caso não tem futuro. 

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Clichê: Sorte exagerada

Um dos grandes clichês da série é a sorte exagerada de Emily. Tudo acontece a favor da protagonista, mesmo quando as coisas aparentemente dão errado. 

No trabalho, a responsável pelas redes sociais Patricia simplesmente some depois do primeiro episódio e deixa o caminho livre para a nova funcionária conquistar grandes oportunidades e encontrar soluções milagrosas para as grandes crises. 

Já na vida pessoal, Emily consegue se tornar uma digital influencer após ganhar mais de 25 mil seguidores em um curto período de tempo. Por fim, a protagonista não enfrenta problemas na vida amorosa, afinal, praticamente todos os personagens secundários, do  vizinho aos clientes da empresa, são atraentes e estão interessados nela.

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Inovação: Sem rivalidade feminina 

A terceira e última inovação da série é a falta de rivalidade feminina. Bem, Sylvie cria alguns conflitos com Emily, mas a protagonista não chega a abraçar nenhum deles. Emily rejeita qualquer investida do parceiro da chefe e busca consolá-la quando as coisas não dão certo.

Além disso, não cria nenhum tipo de rivalidade com Camille, mesmo estando interessada no namorado dela, Gabriel. Para evitar problemas, Emily decide se afastar do casal de amigos e, em nenhum momento, se compara com Camille, nem para se sentir superior, nem inferior - algo comum de ser ver em comédias românticas.

Apesar dos clichês, Emily in Paris é uma ótima recomendação para aqueles que gostam de produções divertidas com viagens pelo mundo, amizades inesperadas e romances despretensiosos. 

Assista ao trailer de Emily in Paris

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