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Empresário do Slipknot diz que Chris Fehn era apenas alguém contratado pela banda

Fehn tocou durante 20 anos como percussionista do grupo

Redação Publicado em 23/04/2019, às 15h58

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Chris Fehn, percussionista do Slipknot (Foto:Amy Harris/Invision/AP)

No início de março, Chris Fehn processou os integrantes do Slipknot, banda da qual era percussionista, por acreditar que os colegas estavam escondendo dinheiro dele e tinham empresas das quais ele não tinha conhecimento.

Foram quatro acusações: duas por quebra de responsabilidade fiduciária, uma por quebra de contrato, e uma por enriquecimento ilícito.

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Desde então, Corey Taylor, frontman do Slipknot, o expulsou do grupo e garantiu que nada disso tinha acontecido.

A disputa jurídica traz cada vez mais evidências a favor de um ou de outro. Nesta segunda, 22, o Rock Feeddivulgou depoimento legal obtido por meio da Rob Shore & Associates Inc, empresa que representa o Slipknot. O próprio Robert Shore é o empresário da banda. 

No documento preenchido nesta segunda, 22, os advogados afirmam que “o Sr. Fehn tocou junto com o Slipknot e recebeu uma quantia por isso. Ele não é um sócio, dono ou membro de nenhum negócio [da banda] que ele nomeou em seus processos.” Corey Taylor e Shawn Crahan (Clown) são os donos legais da banda.

Fehn iniciou o processo pois acreditava que o tratamento recebido por ele era diferente dos outros integrantes. “[Eu e os outros advogados] vimos que o Chris, no começo do Slipknot, era tratado como igual. Só mais tarde, quando a banda fez sucesso, que eles começaram a diminuir o Chris. Olhamos para isso e dissemos ‘bom, isso não parece justo'; baseado nos fatos como os entendemos, ele começou como um igual, e ele deveria continuar assim e ser tratado do mesmo jeito”, disse o advogado do músico.

“O processo veio porque quando o Chris ia continuar participando da banda e gravar o novo álbum, ele recebeu uma proposta totalmente onorosa, do tipo ‘pegar ou largar’, ou ‘você não é um integrante importante da banda”, declarou.

“Não vou entrar em detalhes, mas [...] se você passasse 20 anos da sua vida dedicado a um empreendimento como o Slipknot, onde você deu seu coração, sua alma, seu suor, seu sangue e suas lágrimas para fazer a banda ser o melhor que podia, do jeito que os fãs gostam, e aí dissessem para você que você é um cidadão de segunda classe…. Duvido que qualquer pessoa que ouvisse isso se sentisse de um jeito diferente do que como Chris se sentiu - que ele não estava recebendo o respeito que devia“ completou o advogado.

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