Andy Johns, engenheiro de som dos Rolling Stones e Led Zeppelin, morre aos 61 anos

Andy trabalhava até a semana passada, quando foi levado para o hospital com uma doença hepática não revelada

Rolling Stone EUA Publicado em 08/04/2013, às 10h23 - Atualizado às 12h33

Andy Johns
Reprodução / Vídeo

Andy Johns, produtor e engenheiro de som que trabalhou em álbuns marcantes dos Rolling Stones, Led Zeppelin e Jimi Hendrix, morreu neste domingo, 7, depois de um curto período no hospital. Ele tinha 61 anos. A causa da morte não foi divulgada, mas o guitarrista de hard rock Stacy Blades disse à Billboard norte-americana que vinha trabalhando com Johns até o momento em que o produtor precisou ser levado ao hospital, na semana passada, com uma doença hepática não especificada.

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Andy, o irmão mais novo do conhecido produtor Glyn Johns e tio de Ethan Johns, fez a engenharia de som de alguns dos discos mais amados de todos os tempos. Seus créditos estão presentes em álbuns dos Rolling Stones, como Sticky Fingers e Exile on Main St.; em seis trabalhos do Zeppelin, incluindo Led Zeppelin II, Led Zeppelin IV e Houses of the Holy; além de gravar com Blind Faith, Ten Years After e Free. Andy também produziu discos de Jethro Tull, Humble Pie, Television e Van Halen.

Nascido em Surrey, no sudeste da Inglaterra, Andy inicialmente sonhava em ser baixista, antes de seguir o irmão para atuar nas gravações. Ele começou como operador de fita no Olympic Studios, em Londres, onde contribuiu para as sessões de Axis: Bold as Love, do Jimi Hendrix Experience.

Depois de trabalhar com Stones, Zeppelin, entre outros, nos anos 70, Andy se mudou para Los Angeles, onde ele expandiu o repertório e passou a contribuir com outros artistas, de Joni Mitchell a Ozzy Osbourne. Mais recentemente, ainda em Los Angeles, ele trabalhou com L.A. Guns, Godsmack e Chickenfoot.

Enquanto a notícia da morte de Andy se espalhava, músicos prestaram tributo a ele pela internet. Slash escreveu em seu Twitter que Andy era “um dos maiores engenheiros/produtores do nosso tempo”. Brian May, do Queen, escreveu em seu website que Andy era um “cara amável: paciente, capaz, divertido, encorajador, inteligente, todas as qualidades que você gostaria em alguém que está gravando a sua música”.