Episódios online de Arrested Development mostrarão como está cada personagem cinco anos depois do fim da série na TV

Jonathan Friedland, executivo chefe de comunicação da Netflix, fala sobre o retorno do programa e de outras produções originais do serviço

Stella Rodrigues Publicado em 17/02/2012, às 16h55 - Atualizado às 21h52

Arrested Development
Reprodução

Uma das notícias mais comemoradas dos últimos tempos pelos fãs de comédias televisivas é a inesperada (apesar de altamente antecipada) volta de Arrested Development, com direito a todo o elenco original. O presidente de comunicação corporativa Global da Netflix, serviço de streaming online de filmes e séries que produzirá os novos episódios, falou a respeito e afirmou que a série mostrará os personagens cinco anos depois (sendo que faz essa quantidade de tempo que o programa saiu do ar). A ideia é mostrar em que ponto da vida eles estão.

Os fãs aguardavam e torciam para que ninguém inventasse de retomar a série de onde ela parou ou resolvesse dar um salto maior no tempo, já que o potencial de isso dar errado era muito grande. “Serão nove episódios. Começamos a gravar no verão norte-americano. O conceito é saber o que rola com cada personagem cinco anos depois, vamos ver o que os Bluth aprontaram. Será realmente uma edição limitada. Isso é uma coisa que nós podemos fazer e que é difícil para a TV fazer. Podemos rodar nove episódios somente. Todos os atores de lá estão muito ocupados agora, ficaram famosos e é complicado para eles se comprometerem com uma temporada completa, não cabe na agenda. Nossa estrutura é flexível o suficiente para fazer funcionar.” Parte desse elenco inclui nomes que hoje são bem grandes, como Michael Cera, Jason Bateman, Portia de Rossi e Will Arnett.

Além de retomar Arrested Development, que chega à internet no início de 2013, o Netflix está investimento em mais duas séries originais para o ano que vem. Em 2012, Lilyhammer e House of Cards chegam ao serviço, ambas já anunciadas e detalhadas aqui e aqui. A primeira já estreou. Estrelada por Steve Van Zandt, da E Street Band, tem uma energia bastante relacionável a The Sopranos (na qual Zandt atuou). A segunda, com temas políticos, está sendo coordenada por ninguém menos que David Fincher (Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres).