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Estudo britânico diz que hip-hop teve mais influência do que Beatles e Stones nos EUA

Acadêmicos da Queen Mary University of London e do Imperial College London analisaram a música pop entre 1960 e 2010

Redação Publicado em 06/05/2015, às 10h53 - Atualizado às 12h31

Yoko Ono e John Lennon
AP

Uma pesquisa encabeçada por estudiosos ingleses chegou a uma conclusão polêmica em relação à transformação da música nos Estados Unidos, entre 1960 e 2010.

Rolling Stones liberam versão alternativa de “Bitch”, que estará no relançamento de Sticky Fingers.

Segundo acadêmicos da Queen Mary University of London e do Imperial College London, o impacto causado pelos Beatles e pelos Rolling Stones no país norte-americano não foi tão grande quanto aquele provocado por um estilo musical mais recente, o hip-hop.

Na capa da Rolling Stone Brasil, Ringo Starr diz que os Beatles poderiam ter se reunido.

A análise, baseada em mudanças de acordes e de tom no som, afirma que o rock feito por estas duas históricas bandas britânicas estava bem estabelecido nos EUA quando eles começaram a tocar por ali, em meados dos anos 1960. A criação do rap durante a década de 1990, por outro lado, teria gerado transformações nunca antes vistas, reinventando a música.

Rolling Stones em dez videoclipes.

“Pela primeira vez podemos medir as propriedades musicais em larga escala por meio de gravações. Podemos ir até além do que os experts do assunto nos dizem ou do que nós mesmos sabemos sobre o assunto, olhando direto para as músicas, observando como mudaram”, disse Matthias Mauch, da Queen Mary University, ao jornal The Guardian.

Paul McCartney toca “Another Girl”, dos Beatles, pela primeira vez ao vivo.

Os acadêmicos utilizaram o site Last.fm como fonte de pesquisa e empregaram técnicas de processamento de sinais e de prospecção de texto.

Para Mike Brocken, diretor do primeiro curso de pós-graduação sobre os Beatles no mundo, porém, nada disso é suficiente para se chegar a tais conclusões. “Música popular não pode ser medida dessa forma. E a recepção, a economia, as subculturas? Os Beatles se comunicaram com as pessoas, em que tipo de acorde foi não faz a menor diferença.”