A evolução do Tame Impala em 4 discos: da psicodelia ao eletrônico The Slow Rush

O vocalista e produtor Kevin Parker escolta a banda australiana ao topo das paradas desde a estreia de InnerSpeaker, em 2010

Redação Publicado em 14/02/2020, às 14h13

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Kevin Parker, vocalista do Tame Impala (Foto: Jack Plunkett / Invision / AP)

Depois de quase cinco anos, o sucessor do clássico disco Currents, que elevou o Tame Impala a outro nível em 2015, foi finalmente disponibilizado nesta sexta, 14.

Com 12 faixas, The Slow Rush é o quarto trabalho de estúdio da banda australiana de rock psicodélico, e mostra o vocalista, compositor e produtor Kevin Parker transitando entre os cenários de pop e rock, psicodélico e eletrônico, com batidas envolventes e altamente viciantes.

Alma da banda, Parker escolta o Tame Impala ao topo das paradas de sucesso desde a estreia de InnerSpeaker, em 2010. Desde então, ele conquistou os olhares do público e colaborou com artistas como Mark Ronson e Lady Gaga e Travis Scott.

Entenda a evolução do Tame Impala em 4 discos:

1. InnerSpeaker (2011)

Em InnerSpeaker, Parker se baseou no som do passado. Pessoas familiarizadas com os Beatles, Pink Floyd, The Doors, entre outros, certamente apreciam as músicas produzidas pelo Tame Impala no álbum de estreia. Embora as letras e melodias sejam mais simples, aqui a banda retoma o rock psicodélico clássico, com um som arrojado e muita variedade vocal.

Depois de viver no isolamento em Perth, capital da Austrália Ocidental, este álbum mostra a potência de Kevin Parker, que mistura suas referências do século passado com os ritmos contemporâneos do sintetizador.


2. Lonerism (2013)

Lonerism trouxe um tema relevante no título, e as faixas expressam sentimentos de isolamento e solidão. Apesar de explorar mais o sintetizador e sons ambientes, este álbum mantém as raízes psicológicas do Tame Impala com os riffs de guitarra, a bateria sólida e muita reverberação. Ainda, ele traz o espírito progressivo e experimental do rock psicodélico.

Enquanto músicas como "Mind Mischief" ecoam os Beatles na época de Revolver, outras como "Apocalypse Dreams" e "Music to Walk Home By" nos lembram que o Tame Impala vive no século XXI .


3. Currents (2015)

O álbum que realmente levou o Tame Impala ao topo, Currents, é uma obra-prima única, trazendo referências tanto ao techno pop quanto ao rock psicodélico. Linhas de baixo e vocais crescentes misturam-se com o cenário sintético da tracklist.

Vulnerabilidade parece ser o foco de Currents, enquanto músicas como "Yes I'm Changing" e "Eventually" falam sobre velhos relacionamentos e desamores. O álbum marca um certo afastamento do medo de desapegar-se e mostra a aceitação de que as pessoas mudam, sim. Reflexivos, os temas do álbum se relacionam com o estilo das músicas, mais eletrônicas do que antes.


4. The Slow Rush (2020)

The Slow Rush pode ser o trabalho mais completo do tame Impala até o momento. Nele, Parker busca pela clareza interior que vem com o amadurecimento. Em vez de abraçá-lo, o álbum representa um momento de turbulência interior.

De forma mais sensível, o Tame Impala enfrenta a inevitabilidade do tempo. Parece que ele está tentando definir o momento presente, segurá-lo, enfrentá-lo. Por isso, The Slow Rush (A corrida lenta, em inglês) é um nome adequado. 

Há um movimento de afastamento em relação às estruturas pop e refrões cativantes do Currents, e uma recordação das texturas opacas com as quais o Tame Impala se firmaram em InnerSpeaker e Lonerism. “É muito mais do que apenas um retorno sólido”, afirmou a banda.


Veja o que o público tem falado de The Slow Rush no Twitter:

 

 


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