Ex-baterista do Cake é condenado à prisão perpétua por molestar garota de três anos

Pete McNeal pode tentar liberdade condicional após ficar 15 anos atrás das grades

Rolling Stone EUA Publicado em 03/12/2014, às 16h17 - Atualizado em 03/02/2015, às 15h47

Pete McNeal

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O ex-baterista da banda Cake e da cantora Norah Jones foi sentenciado a prisão perpétua – podendo tentar liberdade condicional após 15 anos – por molestar uma criança de 3 anos de idade em 2009. O músico de 48 anos, chamado Peter Ivan McNeal, ainda deve ser catalogado como ofensor sexual, sendo constantemente observado por autoridades do governo.

Lembre como foi o show do Cake no Lollapalooza 2013.

Em 2013, o júri declarou que McNeal é culpado de uma acusação de sexo oral com uma criança menor de 10 anos. Elena Abramson, procuradora de justiça, disse que o baterista abusou da garota no feriado de Ação de Graças de 2009 em uma casa em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na ocasião, ele era um convidado de uma festa que estava acontecendo no local.

McNeal foi preso em 2012 e solto após o pagamento de uma fiança no valor de US$ 250 mil. Segundo informações da revista Drum!, no primeiro julgamento o instrumentista acabou invalidando as acusações. No segundo, o veredito foi de que ele é culpado. McNeal já havia sido preso em 2009 por outra acusação de tentativa de abuso sexual de uma criança.

John McCrea, líder do Cake, é um especialista assumido em MPB; leia entrevista.

McNeal tocou com a banda de rock alternativa Cake entre 2001 e 2004, substituindo o baterista fundador do grupo, Todd Roper, e contribuiu com os discos B-Sides and Rarities (2007) e Showroom of Compassion (2011). Após os anos com o Cake, ele apareceu no álbum The Fall (2009), de Norah Jones.

O músico ainda contribuiu com a trilha sonora do filme Eu, Você e Todos Nós (2005), de Miranda July, na música “Mef Vs. Chef 2” de Method Man com Raekwon, além de discos dos artistas Breakestra, Mike Doughty e Connie Price & The Keystones.

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“Fiquei arrasado quando soube da prisão”, disse Doughty à Fox News em 2012. “Não há nada na minha convivência com Pete que indica que ele é um monstro. Mas alguém acusado de pedofilia normalmente é taxado como um monstro permanentemente, independentemente do que o júri decidir.”