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Ex-Creed, Scott Stapp lamenta morte de Chris Cornell e Chester Bennington: "Poderia ter sido eu"

Em novo álbum, o cantor retratou a própria luta contra a depressão, além de homenagear os colegas com a faixa "Gone Too Soon"; ouça

Redação Publicado em 27/07/2019, às 14h56

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Scott Stapp (Foto: RW / MediaPunch / IPX)

Durante uma conversa com o Yahoo Entertainment, o ex-vocalista do Creed, Scott Stapp lamentou-se pela morte de Chris Cornell e Chester Bennington, ambas por suicídio, e falou sobre a sua própria batalha contra a depressão.

O músico contou como tudo corria bem em sua vida na década de 1990. O álbum My Own Prisioner, de 1997, marcou a estreia da banda grunge no cenário musical - e foi certificado seis vezes como platina. Já o seu sucessor, Human Clay, lançado em 1999, contava com o hino vencedor do Grammy, "With Arms Wide Open"

Mas, como disse Stapp: "Depressão, ansiedade, problemas de saúde mental, dependência... eles não discriminam."

Ao longo dos anos, as lutas do cantor foram acompanhadas de perto pela mídia. Seu histórico conta com uma tentativa de suicídio, prisões por intoxicação, direção imprudente e agressão criminosa, bem como dependência a medicamentos como Xanax, muito utilizado contra distúrbios da ansiedade.

“Quando a depressão me atingiu pela primeira vez, eu tinha tudo no mundo. Todos os meus sonhos estavam se realizando de uma vez só”, contou Stapp. “Olhando de fora - e sem entender que não é uma escolha - não havia nenhuma razão para eu ter me sentido assim. Mas a gente não pode controlar. É fisiológico, é biológico. É o seu cérebro, são seus nervos."

Aos 45 anos, ele percebe que é “abençoado por estar aqui” e reconhece que alguns de seus colegas não tiveram a mesma sorte.

Em seu primeiro álbum solo em seis anos, The Space Between the Shadows (2019), o ex-Creed escreveu um "manifesto" sobre "sair desses lugares escuros e viver a vida."

Uma das faixas do disco, "Gone Too Soon", foi inspirada nas mortes trágicas de Cornell, do Soundgarden e Audioslave, e Bennington, do Linkin Park.

“Eu acredito que a doença tenha assumido, e então não há culpa, apenas tristeza. Isso me fez refletir muito sobre os momentos em que eu estava perto [de tirar a minha própria vida]. Eu me lembro das vezes em que poderia - e deveria - ter sido eu, mas fui poupado", concluiu.

Ouça "Gone Too Soon" abaixo:

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