Ex-policial Derek Chauvin é condenado pela morte de George Floyd

Em 2020, o ex-policial se ajoelhou no pescoço de Floyd durante 9 minutos e 29 segundos, sufocando-o

Redação Publicado em 20/04/2021, às 20h41

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George Floyd (Foto: Reprodução / Instagram)

A morte brutal de George Floyd em 25 de maio de 2020 deu início a uma série de protestos ao redor do mundo. Quase um ano depois, nesta terça, 20, Derek Chauvin, policial que sufocou Floyd com o joelho durante nove minutos, foi condenado pelo assassinato. As informações são da Folha de São Paulo.

A duração da pena ainda não foi anunciada, mas pode chegar a 40 anos. Apesar de ser réu primário - condição que o condenaria a 12 anos e meio de prisão -, os promotores podem pedir a ampliação da pena devido aos agravantes.

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Em maio de 2020, após a morte de George Floyd, Derek Chauvin, de 45 anos, foi detido e perdeu a autorização de trabalhar em segurança pública. Meses depois, o ex-oficial pagou uma fiança de US$ 1 milhão de dólares e foi liberado. Após a condenação desta terça, 20, o ex-policial foi detido novamente. 

O julgamento durou três semanas e contou com 45 testemunhas, entre elas policiais, transeuntes, médicos e outras pessoas que presenciaram o assassinato de George Floyd por Chauvin. No dia 25 de maio de 2020, a polícia foi acionada após Floyd pagar por tabaco com uma nota falsa.

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Segundo documentos de acusação, os policiais tentaram colocar Floyd na viatura, mas ele resistiu. Depois disso, a abordagem de Derek Chauvin foi fatal. O policial ajoelhou, durante 9 minutos e 29 segundos, no pescoço de George Floyd, ignorando o aviso de que não estava conseguindo respirar, além do apelo de diversas testemunhas que filmaram o ocorrido.

Conforme noticiado pela Folha, Chauvin foi condenado em três categorias de homicídio: segundo grau (com intenção, mas sem premeditação) terceiro grau (réu mata alguém ao agir de forma perigosa, sem considerar a vida humana) e homicídio culposo em segundo grau (assume o risco de matar alguém ao tomar uma atitude imprudente).

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Após a decisão do júri nesta terça, 20, diversas pessoas saíram as ruas para comemorar. Courteney Ross, namorada de Floyd na época do assassinato, disse à CNN: "Hoje foi um grande dia para o mundo. Para mim, [a decisão] significa que meus amigos e outras pessoas que também perderam entes queridos agora têm uma chance de terem seus casos reabertos."

Em comunicado, a Black Lives Matter Global Network Foundation disse (via Folha): "Esperamos que o veredicto comece a mostrar que a supremacia branca não vencerá. Mas isso não trará nossos entes amados de volta. Não teremos George Floyd de volta. Sua filha terá de crescer sem ele."


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