Fernanda Montenegro diz que nem 'na ditadura militar' arte teve tão pouco prestígio quanto atualmente

"A cultura de um país é tudo a que um homem pode aspirar de transcendência", comentou a atriz

Redação Publicado em 02/09/2020, às 20h43

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Fernanda Montenegro (Foto: Evan Agostini / Invision / AP)

Durante a coletiva virtual da série Amor & Sorte, Fernanda Montenegro comentou sobre a profissão do artista em meio à pandemia de coronavírus, além de avaliar a situação do Brasil. As informações são do site Notícias da TV.

"É uma imbecilidade, um retrocesso gigantesco e trágico, porque nós [artistas] não vamos acabar. A cultura de um país é tudo a que um homem pode aspirar de transcendência", disse a atriz.

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Fernanda também enfatizou: "Eu nunca vi, mesmo no período militar, um momento em que a zona artística tenha tão pouco prestígio quando agora. Mas nós temos criatividade e não vamos ficar no meio do caminho. É só uma questão de tempo".

Sobre o assunto, ela acrescenta: "É um ciclo que vai passar, e não estou assustada. É só um problema de paciência, fingir que eles vão ter algum poder durante algum tempo. Não têm não, imagina".

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Em meio à pandemia, a atriz relembrou de como a arte serviu como um refúgio e abrigo para diversas pessoas durante o isolamento. "Estamos vivos, sim, produzindo, sim, com maior dificuldade, interferência, maior destrutividade em volta, tudo bem. Estamos existindo, sim. Com um interregno, aí, mas não seremos nós que vamos ficar no fundo da terra. Não seremos, mesmo."


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