Filme A Entrevista será lançado em DVD e Blu-ray no mês de fevereiro

Edição tem 90 minutos de conteúdo extra, incluindo 14 cenas eliminadas

Redação Publicado em 15/01/2015, às 13h13 - Atualizado às 13h59

A Entrevista

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Nesta quarta, 14, a Sony Pictures Entertainment anunciou que lançará uma versão especial com conteúdo extra, em DVD e Blu-ray do polêmico filme A Entrevista. Em um comunicado oficial, a empresa afirmou que a edição, que terá 90 minutos de conteúdo extra, inclui 14 cenas eliminadas e sete minutos de sequências de erros, chega às lojas em 17 de fevereiro.

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No Brasil, o longa que brinca com a ideia de assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, chega aos cinemas em 29 de janeiro. O filme foi finalmente lançado pela Sony em dezembro, depois que o estúdio sofreu um ciberataque. O estúdio, na época, cogitou cancelar as exibições em sala de cinema, mas, posteriormente, mudou de ideia.

Recentemente, o CEO da empresa, Kazuo Hirai, declarou que o ataque de hackers aos servidores da empresa de entretenimento não deverá ter um impacto financeiro significativo. O ataque, que aconteceu em novembro, foi desencadeado pelo lançamento do filme A Entrevista, comédia que a empresa planejava – e acabou conseguindo – distribuir a partir do Natal, nos Estados Unidos. Com conteúdo polêmico, o longa tece críticas ao governo da Coreia do Norte, que foi responsabilizado pelo ciberataque.

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Em outra declaração, Kazuo Hirai ainda afirmou que o filme em questão já havia arrecadado mais de US$ 36 milhões desde que chegou a uma quantidade limitada de cinemas (580 salas), nos EUA, e em diversos sistemas de streaming on demand, como o Google Play.

Entenda o caso

O NY Times informou que o ataque hacker, que levou ao vazamento de filmes inéditos e informações das contas de e-mail de executivos, foi patrocinado. Ele foi, também, o ataque mais destrutivo já visto em solo norte-americano.

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Pesquisadores forenses da Sony estão investigando se os ataques tiveram ou não ajuda interna. “É claro que eles já tinham acesso à rede da Sony antes do ataque”, disse à publicação Jaime Blasco, um pesquisador de segurança da AlienVault.

Também já havia sido divulgado que os hackers tinham deixado pistas. Eles utilizaram programas comercialmente disponíveis para tirar dados da rede da Sony e usaram técnicas que se assemelham às de ataques anteriores, na Arábia Saudita e na Coreia do Sul.

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Uma fonte identificada como oficial de inteligência dos Estados Unidos disse ao NY Times: “Isto foi de uma sofisticação que, se tivesse acontecido anos atrás, diríamos que estaria abaixo da capacidade da Coreia do Norte”.

Intervenção da ONU

Em julho deste ano, a Coreia do Norte fez uma reclamação formal à Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito do filme. “Permitir a produção e distribuição de um filme sobre um chefe de Estado soberano deve ser considerado como um incentivo ao terrorismo, bem como um ato de guerra”, afirma o texto assinado pelo embaixador da Coreia do Norte na ONU, Ja Song Nam.

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“As autoridades dos Estados Unidos deveriam tomar ações imediatas e apropriadas para banir a produção e distribuição do filme, caso contrário serão totalmente responsáveis por encorajar e patrocinar o terrorismo”, acrescenta.