Filme A Entrevista será vendido em serviços de streaming a partir desta quarta, 24

Depois de optar por um lançamento limitado nos cinemas norte-americanos, a Sony decidiu liberar o vídeo para os serviços YouTube Movies, Google Play, Xbox Videos e no site SeeTheInterview.com

Redação Publicado em 24/12/2014, às 15h53 - Atualizado em 25/12/2014, às 17h15

A Entrevista
Reprodução

A Sony Pictures confirmou que o filme A Entrevista estará online a partir das 16h (horário de Brasília) desta quarta, 24, para o público norte-americano. O longa poderá ser exibido em streaming via YouTube Movies, Google Play, Xbox Videos e no site SeeTheInterview.com. Ele custará US$ 5,99 (aluguel) ou US$ 14,99 (compra em HD). O iTunes, da Apple, não quis fechar acordo com a Sony, pelo menos por enquanto. Curiosamente, a PlayStation Network, da Sony, também não está na lista de serviços que terão o filme no catálogo.

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De acordo com o site da Revista Variety, a Netflix está negociando para oferecer o título no catálogo e outros serviços devem fazer o mesmo – mas não necessariamente neste primeiro momento.

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Conforme já havia sido anunciado, a Sony voltou atrás na decisão de não lançar o filme neste Natal, conforme previsto. Mais de 300 cinemas dos Estados Unidos vão exibir o longa a partir desta quinta, 25. Saiba mais aqui. No Brasil, a estreia, que aconteceria no dia 29 de janeiro, segue suspensa, pelo menos por enquanto.

Entenda o caso

Recentemente, a Sony decidiu cancelar a estreia nos cinemas de A Entrevista – filme sobre jornalistas que recebem a missão de assassinar o ditador norte-coreano Kim Jong-un – que aconteceria em 25 de dezembro nos Estados Unidos, após ameaças terroristas.

O NY Times informou que o ataque hacker, que levou ao vazamento de filmes inéditos e informações das contas de e-mail de executivos, foi patrocinado. Ele foi, também, o ataque mais destrutivo já visto em solo norte-americano.

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Pesquisadores forenses da Sony estão investigando se os ataques tiveram ou não ajuda interna. “É claro que eles já tinham acesso à rede da Sony antes do ataque”, disse à publicação Jaime Blasco, um pesquisador de segurança da AlienVault.

Esta semana também já havia sido divulgado que os hackers tinham deixado pistas. Eles utilizaram programas comercialmente disponíveis para tirar dados da rede da Sony e usaram técnicas que se assemelham às de ataques anteriores, na Arábia Saudita e na Coreia do Sul.

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Uma fonte identificada como oficial de inteligência dos Estados Unidos disse ao NY Times: “Isto foi de uma sofisticação que, se tivesse acontecido anos atrás, diríamos que estaria abaixo da capacidade da Coreia do Norte”.

Intervenção da ONU

Em julho deste ano, a Coreia do Norte fez uma reclamação formal à Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito do filme. “Permitir a produção e distribuição de um filme sobre um chefe de Estado soberano deve ser considerado como um incentivo ao terrorismo, bem como um ato de guerra”, afirma o texto assinado pelo embaixador da Coreia do Norte na ONU, Ja Song Nam.

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“As autoridades dos Estados Unidos deveriam tomar ações imediatas e apropriadas para banir a produção e distribuição do filme, caso contrário serão totalmente responsáveis por encorajar e patrocinar o terrorismo”, acrescenta.

Em um comunicado divulgado em junho pela agência KCNA, o governo da Coreia do Norte prometeu uma “retaliação impiedosa” contra os Estados Unidos se o filme for lançado. Seth Rogen, por sua vez, fez piada com o ocorrido. “As pessoas geralmente não querem me matar por conta dos meus filmes antes de gastar US$ 12 para assisti-los”, escreveu ele no Twitter.

Veja o trailer de A Entrevista: