Filme que deu Veneza a Brad Pitt é exibido no Rio

Christina Fuscaldo, do Rio, para o site da RS Publicado em 25/09/2007, às 19h06

Pitt interpreta bandido traído pelo amigo
Divulgação

Se em "Babel", do mexicano Alejandro Iñarritú, Brad Pitt já interpretava um homem de cabelos grisalhos, em "O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford", o galã (agora moreno) traz a maturidade interiorizada: cansado de fugir, o fora-da-lei Jesse James (ícone do faroeste americano) descobre que, agora, a fuga tem de ser definitiva.

James foi um agricultor que, depois de perder a mãe e ver suas terras serem tomadas por uma companhia ferroviária, passou a roubar bancos e trens. Reza a lenda que se tornou o maior entre os grandes ladrões, número um entre os perseguidos pelo governo do Missouri.

Neste que é o segundo longa do neozelandês Andrew Dominik ("Chopper", 2000), baseado no livro homônimo de Ron Hansen, o ladrão carismático descobre que seus inimigos planejam capturá-lo e, arriscando-se em tom maior, declara guerra contra todos eles. Em cartaz na mostra Panorama Mundial do Festival do Rio, o filme rendeu a Pitt (que aparece nu) o prêmio de melhor ator no festival de Veneza.

Em "O assassinato...", Dominik segue a teoria de que James acaba sendo morto por seu maior parceiro, Robert Ford (Casey Affleck, que contracena com Pitt na trilogia dos homens e segredos). Na vida real, há controvérsias sobre a morte do herói, ocorrida em 1882.