Fisgada por Cartola, Sharon Corr não descarta nova brasilidade durante show em São Paulo

Ex-integrante do grupo irlandês The Corrs lançou DVD de apresentações no Brasil e tocará novamente no país, na próxima sexta-feira, 13

Lucas Borges Publicado em 11/03/2015, às 17h55 - Atualizado às 18h42

Cantora e violinista irlandesa
Reprodução

Desde a última visita ao Brasil, em 2013, uma canção peculiar para o repertório da cantora e violinista Sharon Corr passou a fazer parte das apresentações solo da ex-integrante do grupo irlandês The Corrs.

“Fiquei impressionada ao conhecer o Centro Cultural Cartola (no Rio de Janeiro) quando as crianças tocaram para mim no violino 'As Rosas Não Falam'”, disse (pedindo desculpa pela pronúncia) a artista, nesta quarta-feira, 11, em São Paulo, durante entrevista coletiva.

“Não acredito em olhar para trás”, afirma Sharon Corr.

A sensibilidade autodidata do histórico sambista carioca (“alguns dos maiores escritores, cantores e intérpretes não tiveram base teórica, como Pavarotti”, ela compara) a conquistou e o clássico “As Rosas Não Falam” não só está no DVD ao vivo Live in São Paulo, divulgado por ela nesta viagem por aqui, como será ouvido no concerto da próxima sexta, 13, no clube do Juventus, Zona Leste paulistana, remarcado após cancelamento por problemas pessoais, no ano passado. Um dia antes, ela promoverá uma sessão de autógrafos, às 20h, na Loja Saraiva do Shopping Morumbi.

Inovar é algo que Sharon tem tido liberdade para fazer desde que se separou dos outros três irmãos que formavam o Corrs, em 2006. Separação amigável, ela faz questão de ressaltar, depois de ter vendido mais de 45 milhões de discos durante 20 anos fazendo música em família.

“Agora tenho que tomar minhas próprias decisões, não preciso consultar outras três pessoas. Possuíamos as mesmas influências, mas me atraio por músicas diferentes. Não havíamos descoberto nossas próprias individualidades.”

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Tendo gravado Dream of You, em 2010, e The Same Sun, em 2013, Sharon aproveitará os próximos meses para pensar no terceiro trabalho solo, além de tocar na Austrália e na Nova Zelândia e, claro, cuidar dos filhos, outro motivo pelo qual deixou a antiga banda.

Quando voltar ao Brasil, é possível que a irlandesa tenha na manga outras novidades além de Cartola, isso se as surpresas não surgirem já na próxima sexta, em São Paulo.

“Este show no Juventus não será exatamente igual ao do DVD, talvez tenha uma música nova, ainda estou decidindo. Pretendo incluir futuramente algo do Corrs que ainda não gravei, sempre vou fazer coisas novas. Nunca tinha ouvido Cartola antes, mas passei a escutar outros artistas brasileiros depois disso, como Diego Moraes e Marisa Monte (que inclusive a chamou para ver um show dela). Estava aprendendo 'Garota de Ipanema' e me disseram que estava batido”, ela revela, com um sorriso misterioso. “Porém, é uma música maravilhosa, nunca se sabe. Estou sempre experimentando.”