“Foi um cara que revolucionou a televisão brasileira”, diz Hubert sobre Chico Anysio

Integrante da trupe Casseta & Planeta relembra a importância do humorista, que morreu nesta sexta, 23

Stella Rodrigues Publicado em 23/03/2012, às 16h22 - Atualizado às 17h48

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Divulgação

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Hubert, da trupe Casseta & Planeta, relembrou a importância de Chico Anysio para a televisão brasileira. “Ele era um gigante do humor no país. Mais do que a importância dele como humorista, ele foi um cara que revolucionou a televisão. O programa dele foi o primeiro a usar videotape”, recorda.

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O Casseta destacou o jeito incansável de Chico, que mesmo nos últimos anos, com problemas de saúde, não queria se afastar do trabalho. “O número de personagens dele, de programas que fez, é impressionante. Ele teve um papel na consolidação da Rede Globo, inclusive. Em O Livro do Boni, o Boni dedica um capítulo a contar disso, de como ele era o maior comediante, fazia muitos shows, muito anúncio, a Globo nem dava conta de pagá-lo. Mesmo quando ele não estava no auge, a importância dele nunca diminuiu. Marcou muitas gerações, especialmente a minha, já que o auge dele foi quando eu estava entrando na adolescência.”

Gênio indomável: em 2008, Chico Anysio falou à Rolling Stone sobre sua paixão pelo futebol e, claro, sobre o humor no Brasil.

Hubert ainda comentou que de vez em quando, no Canal Brasil, vê alguns filmes do início da carreira de Chico, como ator de chanchadas “todo magrinho, novinho”. “É uma pena, muito triste que ele tenha sofrido tanto ultimamente. Quando era garoto, era muito fã, comprava os livros (lembro bem de O Enterro do Anão), cheguei a ir nos stand-ups. Também marcaram muito as aparições dele no Fantástico.”

De todas as lembranças, a mais marcante é a de ter sido homenageado por Chico “em uma música que ele fez sobre o Rio de Janeiro e cita o Casseta como um símbolo da cidade. Fiquei emocionado e lisonjeado. Eu não cheguei a gravar com ele, mas o Chico participou de um episódio de Casseta & Planeta, Urgente! e foi bem legal.”