FREQUÊNCIA BECK’S USA MÚSICAS EM 73 HZ PARA MUDAR SABOR DA CERVEJA

COM DJS DA CENA ELETRÔNICA, CERVEJARIA CRIA PLAYLIST ESPECIAL E PROVA QUE ONDAS SONORAS PODEM ALTERAR O PALADAR DE FORMA INUSITADA

Redação Publicado em 18/12/2020, às 15h27

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FREQUÊNCIA BECK’S (Foto: Divulgação)

Para os fãs de uma boa bebida amarga, uma novidade da Beck’s, cerveja alemã German Lager Puro Malte, chega para usar a emoção da música eletrônica para transformar o paladar de um jeito bem curioso. Com base em estudos de Harvard, Oxford e de Felipe Reinoso Carvalho, pesquisador e doutorando nas universidades de Vrije Universiteit Brussel e Ku Leuven, na Bélgica, a cervejaria desenvolveu uma frequência sonora capaz de mudar o sabor de uma cerveja ao bebê-la.

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O que pode parecer loucura, na verdade, é a mais pura ciência. De acordo com os estudiosos, altas frequências conseguem realçar os sabores mais adocicados, enquanto as baixas ressaltam a percepção do amargo. Para deixar a experiência ainda mais empolgante, uma playlist especial foi criada: a Frequência Beck’s, que pode ser conferida neste link.

A convite da marca, alguns dos melhores DJs do mundo eletrônico — como Vintage Culture, KVSH, Marta Supernova, BADSISTA, Gabto, Gui Borato, Zoppelar, RHR e Malka — recriaram seus maiores hits numa frequência de 73 Hz. Dessa forma, tomar uma cerveja ao escutar músicas nessa faixa específica pode mudar o gosto da bebida, deixando-a mais amarga, por exemplo, característica marcante da Beck’s.

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Para Marta Supernova, fazer novas composições é quase sempre um mistério, que pode levar a lugares inimagináveis. “Eu me sinto mediando algo quase espiritual, algo que foge das regras e códigos que consigo dominar”, disse ela. “Na construção da “Supernova Daze Haze”, meu primeiro release, encarei um desafio, que é propor uma música pensando em como ela pode afetar o paladar de quem escuta. Como artista sonora, adorei o desafio de pensar que o gosto amargo que sinto não vem apenas do que coloco na boca, mas de uma experiência sensorial mais complexa”, confessou a DJ.

Quem mostrou os resultados na prática foram os atores Jonathan Azevedo e Bruna Linzmeyer, que se surpreenderam com as sensações ao fazer o teste. Em uma live no perfil oficial da atriz no Instagram, eles testaram a Frequência Beck’s para conferir se os efeitos são reais enquanto apreciavam uma cerveja. “Gente, é bizarro! Funciona mesmo! Prepare-se, porque é muito feitiço”, disse Bruna ao colega, impressionada com o resultado. “Gente, que viagem! Muda muito o sabor”, comentou Jonathan, curtindo o experimento inusitado.

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Contando um pouco da história por trás da criação conjunta de uma das faixas em 73 Hz, dois dos DJs que fizeram parte dessa ideia mostraram como tudo começou. “A 'Descontrol' não teve nenhuma pretensão. Cheguei de manhã, coloquei um kick e fui testar o bassline, e achei muito legal”, comentou Lukas, mais conhecido nas pistas como Vintage Culture. “Eles ligaram para mim, sempre com as loucuras deles, e me falaram do projeto Frequência Beck’s. Ela é mais grave e, consequentemente, deixa o sabor da cerveja mais amargo. Se não tiver nenhuma Beck’s por perto e quiser tomar uma cerveja mais amarga, é só ouvir a música com a frequência mais alta por alguns segundos”, esclareceu o músico.

O Lukas me chamou para participar e eu achei uma doideira!”, expressou Luciano, que arrasa na cena eletrônica como o KVSH. “Para ter a melhor experiência, precisa usar um fone de ouvido, porque sem ele não funciona”, alertou o artista, que leva a emoção e sensações únicas com seus hits.

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