Game of Thrones: Adolf Hitler foi inspiração para Emilia Clarke no final da série

Atriz revelou ter buscado referências de ditadores para os momentos finais da produção

Redação Publicado em 21/05/2019, às 19h31

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Emilia Clarke, em ação no último episódio de Game of Thrones (Foto: HBO)

Atenção, o texto abaixo contém spoilers sobre Game of Thrones!

Entre tantas críticas sobre o final dado à sua personagem, Daenerys Targaryen, Emilia Clarke também tem sido questionada sobre a transformação da Mãe dos Dragões, exibidas nos episódios finais de Game of Thrones, série que chegou ao fim neste domingo, 19.

De uma postulante ao Trono de Ferro à uma líder violenta e sanguinária, Daenerys foi a personagem mais questionada pelos fãs da série, que atualmente criaram um petição com o pedido para que a HBO, emissora criadora da série, refaça a oitava e última temporada. Mais de 500 mil pessoas já assinaram o documento, mas Sophie Turner, a Sansa Stark, já disse achar o pedido desrespeitoso.

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Gostem ou não da transformação de Dany, ela afetou diretamente a relação de Emilia Clarke com a personagem com a qual conviveu ao longo de oito temporadas.

Em uma interessante entrevista à Variety, ela falou sobre essas mudanças. Principalmente, citou um momento no qual Daenerys discursa em Porto Real, após conquistar a cidade à força, com aterrorizantes cenas nas quais ela, montada no dragão Drogon, queimou casas e pessoas, soldados inimigos ou cidadãos inocentes, e decretou o fim do reinado de Cersei Lannister.

+++Game of Thrones: ator de Bran achou que roteiro do último episódio era piada

Depois disso, ela surge, imponente, para um discurso de vitória. Era uma cena importante porque mostraria Daenerys não mais como uma salvadora. Ela decidiu se impor pelo medo e ali deixou isso claro.

Para isso, buscou discursos de Adolf Hitler, ditador que comandou a Alemanha nazista e a levou para a Segunda Guerra Mundial, entre outros líderes totalitários e ultranacionalistas.

"Eu assisti a muitos vídeos de ditadores e líderes poderosos falando idiomas que eu não entendia", explicou Clarke. Isso, para ela, funcionou, já que sua personagem falou em idiomas fictícios da série, caso do Dothraki e Valiriano: "Eu queria ver se eu conseguia entender o propósito das palavras deles sem saber exatamente o que estavam falando. E consegui".

Ela continua: "É muito fácil entender o que Hitler está falando. Ele foi um desses oradores que tinham um foco só. Então, eu pensei: 'Se eu conseguir acreditar em cada palavra que estou dizendo, o público não vai ficar lendo as legendas o tempo todo'".

Curiosamente, como Clarke contou, essa foi a primeira vez na qual ela não errou ao discursar na pele de Daenerys. "Eu fiquei acordada até tarde todas as noites, por dois meses, praticando", ela conta.

"Quando eu cheguei no estúdio, a coisa mais estranha aconteceu. Eu não ensaiei, apenas disse o meu discurso para a câmera de primeira. O resto do dia, senti como se Daenerys estivesse ali, ao meu lado. Foi a única vez que eu não errei nada do discurso: na filmagem."

O final de Game of Thrones chegou bastante controvérsia. Em entrevista ao Entertainment Weekly, o ator Isaac Hempstead-Wright, que interpretou Bran Stark, contou que, quando leu pela primeira vez o roteiro do último episódio, achou que fosse uma piada.

Emilia Clarke deu uma divertida entrevista na qual ela só esperava que Beyoncé, uma fã declarada de Daenerys, não a odiasse depois do desfecho da série.

Ainda assim, o episódio bateu todos os recordes de audiência da HBO. Depois de oito temporadas, incontáveis mortes e um número exorbitante de galões de sangue falso, o capítulo final de Game of Thrones foi ao ar no último domingo, 19, e contou, entre outras surpresas, a presença de garrafinhas de água.

Agora, a emissora prepara novas séries derivadas do universo criado pelo escritor George R. R. Martin  nos livros A Crônicas de Fogo e Gelo.

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