Garbage fala sobre novo disco

Banda de Shirley Manson e Butch Vig pretende lançar o álbum, ainda sem título, entre março e abril de 2012

Steve Baltin Publicado em 23/10/2011, às 10h11

Shirley Manson
Foto: AP

Talvez seja o fato de que, durante seis anos desde o último disco do Garbage, o altamente subestimado Bleed Like Me, Butch Vig tenha gasto uma boa parte de tempo sendo apenas pai, mas ele frisa a nova filosofia da banda para algo que até uma criança pequena pode entender: “não vamos mais trabalhar com pessoas escrotas”, diz ele à Rolling Stone EUA.

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Avisada da nova ideologia em uma entrevista separada, a vocalista Shirley Manson surta. “Butch disse o quê?’, pergunta ela. “Isso é tão engraçado. O catalisador por trás disso, de acordo com Manson, é bem familiar – a arruinada indústria da música.

“Nos despejamos em uma gravadora que não dá uma mínima sequer para nós”, diz ela. “E isso se tornou um processo muito triste. Algo que deve ser realmente incrível, emocionante e aventureiro tornou-se como um nó em volta do nosso pescoço. E nós meio que nos viramos uns contra os outros, como resultado, eu acho."

Uma vez que o quarteto estava livre das amarras da indústria, eles puderam voltar à fazer música. “Nos juntamos, sem agendas a não ser tocar um pouco, badernar por aí e ver o que saía, e foi inspirado”, diz Vig. “Com ninguém botando pressão em nós, a composição começou a acontecer bem depressa.”

O resultado dessa jam session inicial foi um álbum ainda sem título, previsto para março ou abril de 2012, de acordo com Vig, com um single saindo, possivelmente, ao fim deste ano. “Eu acho que você pode ouvir alguma energia e uma vibração nas faixas que soa refrescante”, diz ele, “algo mais como o primeiro e o segundo disco.”

A sonoridade, sem dúvidas, é inconfundivelmente do Garbage. "Sim, definitivamente soa como nós com certeza", diz Shirley. "E todo mundo tem respondido dessa forma."

"De alguma forma temos um som coletivo. Quando giramos as idéias através dos quatro em nossos cérebros o que sai é um tipo de coisa identificável", diz Vig. "Isso soa como Garbage, para melhor ou para pior."

Após um tempo longe do mundo da música, Shirley desenvolveu um profundo apreço pelo lugar da banda na história do rock. “Nós nos demos cotna que o que fazemos é único, e isso é precioso para nós”, diz ela. “E é ótimo. Ser único é insubstituível e isso nós faz sentir maravilhados.”