“A banda está mais focada do que nunca”, diz Gene Simmons sobre novo disco do Kiss

Banda também vai lançar livro para colecionador assinado pelos quatro integrantes, revela o baixista

Dan Hyman Publicado em 30/07/2012, às 11h27 - Atualizado em 27/08/2012, às 11h41

Declarações de Gene Simmons tiram o Kiss de tributo a Michael Jackson
AP

Faz “apenas” quatro décadas que o Kiss lançou seu álbum de estreia. Mas, segundo Gene Simmons, os titãs do hard rock – que vão lançar seu 20º álbum de estúdio, Monster, em 16 de outubro – ainda têm muita bala na agulha.

Entrevista: líder do Kiss confirma suas más famas.

“A banda está mais focada do que nunca”, disse Simmons à Rolling Stone EUA. “É um ótimo tempo para a banda – revigorada, redefinida, reorientada e renascida”.

Com Simmons e o vocalista Paul Stanley sendo os únicos integrantes originais do grupo, Monster marca o segundo registro consecutivo do Kiss com o baterista Eric Singer e o guitarrista Tommy Thayer (Sonic Boom saiu 2009). Simmons insiste que o novo álbum está lado a lado com os melhores trabalhos da banda.

Monster foi gravado em estúdios de Los Angeles e no arredores da cidade e, como Sonic Boom, foi coproduzido por Stanley e Greg Collins. Embora tenha sido concluído há alguns meses, o baixista diz que não havia nenhum motivo para apressar o lançamento. “Apenas porque você tem muita munição não significa que tem que sair atirando”, diz ele. “Você tem que seguir o seu ritmo.”

As músicas de Monster são agressivas, desde a primeira nota da faixa de abertura e primeiro single “Hell or Hallelujah” à apropriadamente batizada “Wall of Sound”, uma gravação ancorada por uma guitarra serpenteante. O álbum segue até Stanley soltar o lamento final em “Last Chance”.

“Se você gosta de guitarras e bateria, este é o seu lugar”, afirma Simmons. “Nós não estamos fazendo lixo. Não estamos fazendo nada disso. É o básico. Não estamos brincando. Sem baladas, sem coros ou cordas, não há crianças cantando à capela nos vocais de apoio.” Simmons acrescenta que Monster é menos produzido que o clássico Destroyer (1976), e que remete aos três primeiros discos da banda. “Destroyer foi um álbum mais produzido no estúdio”, explica ele. “Para reproduzir Destroyer ao vivo precisaríamos de teclados. Nós amamos isso, mas é um material mais produzido.”

Simmons também admite ter se inspirado em bandas que estão na estrada tocando a íntegra de discos clássicos. Ele tem pensado na possibilidade de tocar Monster do começo ao fim na próxima turnê. “É uma ideia interessante”, diz ele. “Seria o mesmo som do álbum porque foi assim que ele foi gravado. Você não teria que adicionar nada.”

Por enquanto, o músico está curtindo estar na estrada com o Mötley Crüe. “Está sendo fenomenal”, conta ele sobre a turnê, chamada apenas The Tour, que começou nos Estados Unidos na semana retrasada. E como é estar no palco com 62 anos de idade? “Eu sou o Deus que caminha sobre a face deste planeta”, declara.

E como é o estilo do Kiss, ainda há muito mais planejado, além de uma megaturnê e um novo disco. Fora o jogo de adivinhação na página da banda no Facebook, que revela lentamente a arte da capa de Monster, o Kiss lançará nos próximos meses uma edição remasterizada de Destroyer, um DVD intitulado Kissology e um livro de Monster, com edição limitada com fotografias nunca antes vistas e assinado pelos quatro integrantes da banda.

“Você não precisa de um livro para colocar na mesa de centro”, diz Simmons sobre o item de colecionador. “Esta é a mesa.”