Gene Simmons quer que as pessoas parem de reclamar da quarentena: 'Não é sobre você, é sobre o resto de nós’

O astro do rock acredita que não é tão difícil seguir as recomendações de segurança

Redação Publicado em 03/10/2020, às 18h00

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Gene Simmons (Foto: Amy Harris / Invision / AP)

Gene Simmons, lendário vocalista e baixista do Kiss, quer que as pessoas parem de reclamar da quarentena de coronavírus. Em entrevista à rádio canadense K-97, o astro do rock disse que não acredita que a pandemia é pior do que os tempos de guerra do passado. (Via NME)

“A grande geração, como nós chamamos, do último século teve muitas guerras - mais de 100 milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial. Houve falta de alimentos nos Estados Unidos. Muitos países não conseguiram alimentar a população deles.”

O músico continuou: “Agora, estão pedindo para ficarmos em nossas casas e fazer a quarentena por duas semanas. E você pede serviço de quarto, ou alguém traz a comida exatamente do jeito que você gosta”.

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Simmons falou que entende a frustração de algumas pessoas diante das taxas de empregos e as decisões do governo, porém, ele acha que essa situação não se compara com as dificuldades vividas pelas gerações passadas.

“Eu entendo que as taxas de emprego não são boas - há pessoas que estão perdendo a maneira de sustentar as famílias delas. Entendo. E os governos estão sendo espertos sobre isso - pacotes de estímulo e assim por diante. Mas comparar hoje com o que aconteceu antes é ... Vamos lá! Os mais velhos, seus avós estão olhando para você como se você estivesse viciado em crack.”

O músico ainda falou sobre como as medidas de segurança se tornaram uma questão política em muito lugares, como os Estados Unidos, e como isso prejudica a sociedade como um todo. 

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“Nos Estados Unidos, existem áreas em que certos grupos da população veem a saúde e usar uma máscara ou não usar uma máscara como algo político e uma pena”, disse o astro do rock. 

Ele continuou: “Por que você não cobriria seu rosto por algo que pode ser fatal?. ‘Bem, você não pode me dizer o que fazer’. Na verdade, o tempo todo dizem o que você tem que fazer. Quando há um sinal vermelho, dizem para você parar o carro. ‘Bem, eu não quero parar o carro’. Não é sobre você. Porque se você passar por um sinal vermelho, você vai matar alguém, possivelmente [...] Use uma maldita máscara. Não é sobre você, é sobre o resto de nós”. 


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